Cesta básica registra terceira alta seguida em Aracaju, aponta Dieese
Economia 07/06/2017 09h38 - Atualizado em 07/06/2017 11h18

Por Will Rodriguez

O custo da cesta básica vendida em Aracaju continua em alta. O conjunto de bens alimentícios registrou a terceira alta seguida este ano e fechou o mês de maio quase 2% mais cara, sendo comercializada a R$ 371, conforme apuração do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). Ainda assim, a cesta aracajuana foi a sexta mais barata do país.

De acordo com o Dieese, a maior variação de preço na capital sergipana foi do feijão, que voltou a pesar no bolso do consumidor no quinto mês deste ano. O produto teve um aumento de 7,7% por conta da escassez do grão de boa qualidade e também das chuvas que dificultaram a colheita, reduzindo a oferta.

Outros produtos que tiveram uma elevação significativa no mês foram o pão francês, a carne bovina e o tomate, estes dois últimos ficaram cerca de 3% mais caros cada, segundo levantamento do Dieese.

Do outro lado da balança, a pesquisa do Dieese apontou uma queda no preço do açúcar, do óleo e do arroz. Juntos, eles ficaram 4,5% mais baratos, com destaque para o óleo, que acumula uma alta de quase 8% em12 meses e o açúcar que, apesar das chuvas dificultando a colheita no início de maio e da forte alta do preço internacional, segue em trajetória de retração no varejo.

O aracajuano precisou trabalhar 87h07m para adquirir os produtos da cesta básica em maio. O conjunto de bens comprometeu 43,4% do salário mínimo e acumula uma alta de 6,1% nos últimos cinco meses, a segunda maior elevação entre todas as capitais.

O Dieese calcula o valor que o salário mínimo deveria ter para suprir despesas básicas do trabalhador com base no custo da maior cesta. Em maio, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.869,92. O valor é 4,13 vezes o mínimo atual de R$ 937,00. 

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