Comer fora de casa é mais caro em Aracaju (SE)
Economia 30/03/2018 07h05

Por Aline Aragão

A capital sergipana lidera o topo da lista das capitais onde comer fora de casa custa mais caro. O preço médio para uma refeição com prato principal, bebida, sobremesa e cafezinho na região Nordeste sai por R$ 33,39, enquanto que em Aracaju o preço médio é R$ 39,43, ficando atrás somente de Florianópolis (SC), onde o preço da refeição sai por R$ 40,85.

Os dados são da mais recente pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), que avalia em cada região o valor que o trabalhador paga ao fazer refeições fora de casa, durante o almoço em restaurantes que aceitam vouchers/cartões refeição.

A pesquisa serve de referência para as empresas decidirem quanto dão de vale-refeição para os trabalhadores. E muitos sabem que é preciso saber administrar bem esse benefício.

E com esses preços, não tem salário que resista, o que  faz crescer cada vez mais o número de marmitas nos locais de trabalho. Para muitos, além da economia, existe a preocupação com a qualidade do alimento e o prazer de comer algo preparado em casa.

A supervisora comercial Náthalli Azevedo (foto) trabalha de segunda à sexta-feira, oito horas por dia. Tem duas horas para o almoço, mas como mora longe de casa prefere almoçar no trabalho e aproveitar o tempo que sobra para um descanso rápido. Ela diz que almoçou em restaurantes, mas o custo fica muito alto; hoje, prefere comer de marmita que ela mesma prepara. “Além da comodidade, posso confiar no que estou comendo, sei que é saudável e saboroso”, destaca.

Já o gerente Anderson Oliveira diz que alterna entre a marmita e as refeições nos restaurantes nas redondezas e não acha tão caro assim. “Se for comparar, claro que sai mais caro comer na rua, por isso, sempre que posso trago de casa, mas quando preciso comer fora procuro opções como restaurantes populares, a exemplo do Sesc, e assim, consigo economizar”, diz.

Nem mesmo a queda na inflação registrada no mês de fevereiro fez o custo com alimentação fora de casa ficar mais barata. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro foi registrada uma queda de -0,33% no grupo dos alimentos e bebidas. Mas para quem come na rua isso não aparece no prato.

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