Em um ano, mais de 13 mil postos de trabalho foram fechados em Sergipe
Economia 01/05/2016 18h25Por Will Rodriguez
A instabilidade econômica levou muitos empregadores a sangrar na própria carne para tentar manter o negócio. Um dos paliativos, ainda que dolorido, foi a redução da mão de obra e neste 1º de maio, quando se comemora o dia do trabalhador, nem todos podem comemorá-lo com a carteira assinada.
Em Sergipe, o mercado de trabalho fechou 13.543 vagas de emprego formal nos últimos 12 meses, o que aponta para um declínio de 4% no nível de emprego comparado aos 12 meses anteriores. Os dados são do Ministério do Trabalho e previdência social.
O comércio, por exemplo, acumula um saldo de 751 postos de trabalho a menos este ano, reflexo da queda de quase 30% nas vendas. O vice-presidente da Fecomércio Sergipe, Hugo Lima França, observa que o cenário não está favorecendo expansão dos negócios na maioria dos setores.
“Infelizmente, parece que o desemprego passou a ser o “novo normal” em Sergipe. A recessão econômica vem causando depressão em todas as atividades produtivas, não se restringindo ao comércio. As contas das empresas estão em desequilíbrio, o que levam as empresas a fazer demissões, em nome de sua sobrevivência. Sem vendas, as empresas não poderão manter seus empregados. Foram quase mil pessoas desempregadas no comércio no ano passado, e neste ano está pior”, afirma Hugo França.
É, mas nem todo mundo tá parado vendo a banda passar. F5 News já mostrou histórias de sergipanos que não se acomodaram e mesmo tendo renda fixa, passaram a investir em negócios próprios para incrementar o orçamento, nadando contra a maré da inflação que tem reduzido o poder de compra. Foi o que fez a gerente comercial Simone Gois, que tem feito sucesso a produção dos seus Naked Cakes. “O tempo vai passando e a necessidade de trabalhar aumenta, então, eu precisava ter outro emprego, como trabalho em um blog, vi que dava para conciliar”, conta.
Em outubro de 2015, a pedido do F5 News, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) elencou as perspectivas para geração de emprego no estado. Três dos quatro negócios citados já estão em funcionamento, mas ainda assim não foram suficientes para superar as demissões.
Apesar dos dados desanimadores, há cidades no interior sergipano que respiram mais aliviadas porque contrataram mais do que demitiram este ano, a exemplo de Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, São Cristóvão e Itabaianinha.
Otimista, o Governo anunciou no final do ano passado a instalação de cinco novas indústrias com investimentos previstos da ordem de R$ 3,7 milhões na economia. Essa semana, a Vale sinalizou a possibilidade de retomada do projeto Carnalita. Já o início da operação da primeira plataforma em águas profundas sergipanas continua suspenso pela Petrobras, podendo ocorrer só a partir de 2020.
Outra alternativa para reaquecer o mercado pode ser a internacionalização das empresas sergipanas. Um mapeamento do Ministério do Desenvolvimento apontou mais de 1800 empresas com capacidade operacional para exportação no Estado. Agora, um Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) está em execução para fomentar o interesse dos empresários sergipanos pelo mercado exterior.


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