Feriadão movimenta hotéis de Aracaju, mas setor segue em crise
Economia 16/10/2017 11h26 - Atualizado em 16/10/2017 12h03

Por Will Rodriguez e Fernanda Araujo

O feriadão de Nossa Senhora Aparecida foi de muito trabalho e movimentação intensa nos hotéis de Aracaju. No entanto, apesar dos quartos lotados e a taxa de ocupação classificada como excelente, o setor continua preocupado com o baixo desempenho registrado ao longo deste ano e a falta de perspectiva de uma recuperação em curto prazo. 

De acordo com a presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis- Sergipe (ABIH/SE), Daniela Mesquita, praticamente todos os leitos foram ocupados durante o feriado prolongado e o percentual de ocupação nos estabelecimentos se aproximou dos 95%, um índice que, no entanto, não reflete o cenário atual do segmento.

“Tivemos um feriado com ocupação excelente, porém não nos deixa animados, pois são períodos curtos e pontuais. Passando esses dias, estamos com uma ocupação abaixo da média, comparada aos anos anteriores”, afirma Mesquita.

A presidente da ABIH/SE considera também que, aliada à falta de promoção do destino, a retração da economia desacelerou o setor de eventos coorporativos, o que afastou investidores, contribuindo para a queda na ocupação.

Para Daniela, a alternativa é apostar no potencial turístico do estado e investir de forma massiva na divulgação das belezas naturais e atrações históricas e culturais para inserir Sergipe no roteiro das viagens a passeio.

“Precisamos despertar o desejo nas pessoas de escolherem Aracaju/Sergipe, para isso, precisamos estar nas vitrines dos principais parceiros divulgando nossas potencialidades. Outro ponto importante é a manutenção dos nossos equipamentos turísticos que estão carentes de reformas”, diz.

As incertezas que pairam sobre a realização ou não do Réveillon deste ano na capital sergipana também têm deixado os empresários do segmento desanimados. O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) já disse que a festa depende da melhora da condição financeira do Município até o final do ano.

Já para a entidade, sem nenhuma programação, a economia sofrerá ainda mais, sobretudo porque cidades vizinhas, como Salvador e Maceió, já estão divulgando suas programações desde o primeiro semestre.

“Continuamos com a mesma falta de planejamento na execução e divulgação (do revéillon), isso dificulta a venda dos pacotes de viagens para o final do ano e acarreta prejuízos no trade turístico. O prefeito precisa definir urgentemente a realização do réveillon. Turismo tem suas peculiaridades e anulando os nossos principais eventos, como ocorreu com Forró Caju, iremos retroceder no desenvolvimento do segmento. É preciso pensar turismo de forma continuada”, defende Daniela Mesquita, ressaltando que a área é a segunda maior geradora de emprego e renda da economia sergipana.

F5 News procurou a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Turismo (Semict), que não quis se pronunciar sobre o assunto porque o secretário Jorge Santana está em viagem e só deve retornar à capital na próxima semana. Sobre o réveillon, a Secretaria de Comunicação afirmou que a prefeitura ainda está avaliando se haverá ou não possibilidade de realização da festa este ano.

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