Mais de 1.800 empresas sergipanas têm potencial exportador
Plano Nacional fomenta ingresso de empresários no mercado exterior
Economia 14/04/2016 15h23

Por Will Rodriguez

Apesar de ter empresas com considerável potencial exportador, o mercado exterior ainda é pouco acessado pelos empresários sergipanos. Um Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) foi lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em Aracaju, nesta quinta-feira (14). A proposta é fomentar a expansão do ambiente de negócios para o empresariado sergipano.

Um mapeamento do MDIC apontou mais de 1800 empresas com capacidade operacional para exportação no Estado. "Apenas no setor de têxteis e confecções são 363 empresas e no setor de produtos alimentícios, outras 370", destaca o coordenador do Programa de Apoio à Exportação do Ministério, Eduardo Weaver. 

As ações do plano serão desenvolvidas até 2018 e terão três eixos que vão focar no aumento da base exportadora, através da inclusão de empresas consolidadas no mercado interno com perspectivas de ingressar no comércio exterior; capacitar os empresários para identificarem oportunidades de exportações eventuais e ainda consolidar a diversificação de mercados, aprimoramento da qualidade dos produtos e manutenção de empresas que já atuam em outros países.

A balança comercial sergipana fechou o ano passado com saldo negativo de US$ 118 milhões, mas apresentou uma melhora em relação a 2014. Sergipe foi o 25º estado que mais exportou no país e o 9º na região nordeste.

O secretário do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Francisco Dantas, salientou que o estado ainda dá os primeiros passos no cenário econômico internacional e a falta de informação sobre o modelo exportador era o maior empecilho, mas com o PNCE, a perspectiva é de melhora do quadro. “Os empresários, sobretudo das pequenas e médias empresas, acreditam que exportar é um bicho de sete cabeças, que os trâmites são invencíveis, mas no ano passado tivemos 81 empresas que exportaram e isso tem levado outros empresários a se inspirar”, ponderou.  

Para o economista da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), Rodrigo Rocha, a inserção das indústrias sergipanas no comércio Exterior deve agrega renda e gerar emprego para população. “A partir do momento que o Plano Nacional de Cultura Exportadora é lançado, ele tem a possibilidade de articular diversos atores não só locais, mas nacionais também no apoio as empresas que querem exportar. Então são diversas ações, capacitações que são oferecidas para o empresário para que ele possa se aperfeiçoar e buscar ser mais competitivo para assim buscar o comércio exterior”, enfatizou.

Foto: Will Rodriguez/F5 News

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