Sergipe: mesmo com alta das exportações,balança comercial fica negativa
No 1º trimestre do ano, exportações sergipanas aumentaram 9,5% Economia 15/04/2016 18h00Da Redação
As exportações sergipanas cresceram no primeiro trimestre deste ano, conforme análise divulgada nesta sexta-feira (15) pela Federação das Indústrias de Sergipe (Fies). Apesar do dado animador, a balança comercial sergipana segue acumulando saldo negativo, assim como no ano passado.
De acordo com os dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), de janeiro a março deste ano, as exportações alcançaram US$ 19,2 milhões no Estado, um aumento de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações sofreram uma queda de 36% e totalizaram US$ 33 milhões.
Com estes resultados, a balança comercial de Sergipe registrou um déficit de US$ 5 milhões em março, sendo 56,3% melhor que no ano passado. Já o saldo comercial dos três primeiros meses de 2016 fechou com déficit de US$ 13,8 milhões, sendo 59,5% menor que o registrado para o mesmo período de 2015.
Março
No terceiro mês do ano, as exportações superaram os US$ 5,4 milhões, enquanto que as importações sergipanas totalizaram US$ 10,5 milhões. Entre os produtos comercializados no exterior, em março deste ano, destaca-se as vendas de suco de laranja, alcançando 57,5% do total exportado no mês ou mais de US$ 2,9 milhões em exportações. As exportações de calçados, óleos essenciais de laranja, açúcar, tecidos e sucos de outras frutas também apresentaram bom resultado.
Para as importações, a maior fatia das compras externas do estado, 40% do total, foi originada da compra de trigo. Em seguida, coque de petróleo, usado na indústria de cimentos e o diidrogeno-ortofostato de amônio e o sulfato de amônio, utilizados na indústria química. Ao todo o estado importou mais de 180 produtos, no mês passado.
Na análise dos países de origem das compras estaduais, os EUA, a Argentina, a China, e a Alemanha foram os principais fornecedores. Quanto aos países de destino dos produtos sergipanos, o grande destaque, foram às vendas para os Países Baixos (Holanda), responsável por 51,9% dos embarques ao exterior. Outros compradores que se destacaram foram à Rússia, Colômbia e Bolívia.
Incentivo
Apesar de ter empresas com considerável potencial exportador, o mercado exterior ainda é pouco acessado pelos empresários sergipanos. Um Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) foi lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em Aracaju, nesta quinta-feira (14). A proposta é fomentar a expansão do ambiente de negócios para o empresariado sergipano.
Um mapeamento do MDIC apontou mais de 1800 empresas com capacidade operacional para exportação no Estado. "Apenas no setor de têxteis e confecções são 363 empresas e no setor de produtos alimentícios, outras 370", destaca o coordenador do Programa de Apoio à Exportação do Ministério, Eduardo Weaver.
*Com informações da Fies


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