Sergipe registra 3.051 novas empresas no primeiro trimestre de 2016
Número de negócios criados cresce 0.9%, mas é o quarto menor do país
Economia 31/05/2016 05h38

Da Redação

De janeiro a março deste ano, surgiram no país 516.201 empresas, o que representa 7,5% acima do registrado em igual período de 2015, quando foram criadas 480.364 novos empreendimentos. Em Sergipe, o primeiro trimestre de 2016 terminou com a abertura de 3.051 empresas, um número 0,9% maior do que no mesmo período do ano passado.

Os dados são do Serasa Experian e conforme o levantamento, Sergipe aparece entre os 19 estados onde foi registrado avanço na criação de novos negócios, mas em números reais foi o quarto estado que menos criou empresas, ganhando apenas para o Amapá, Acre e Roraima.

Segundo os economistas o percentual elevado não significa uma retomada do crescimento econômico, mas reflete uma mudança de comportamento do brasileiro que ficou desempregado e busca alternativas para gerar renda. No primeiro trimestre deste ano 8.426 sergipanos foram demitidos e não conseguiram se recolocar no mercado, conforme dados do Ministério do Trabalho.

“O aumento de novas empresas no primeiro trimestre foi puxado pelo surgimento de microempreendedores individuais. Este movimento tem sido determinado, principalmente, pela perda de postos formais no mercado de trabalho, por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma e formalizada, alternativas econômicas para a geração de renda”, diz nota da Serasa.

O número de microempreendedores individuais (MEIs) apresentou expansão de 14% com a formalização de 413.555 novos negócios. No mesmo período, houve queda de 13,8% na abertura de empresas individuais, com um total de 38.553 companhias criadas ante 44.718 no mesmo trimestre do ano passado. Também houve redução de 16,7% no caso das Sociedades Limitadas, com um total de 39.994 ante 48.012. Já o surgimento de empresas de outras naturezas teve queda de 2,9%, atingindo um total de 24.099.

Mais da metade dos novos empreendedores (63%) buscaram o setor de serviços (324.984), segmento que mais cresce nos últimos seis anos. O segundo maior interesse é o setor do comércio, com a abertura de 146.830 empresas, mas cuja participação recuou de 35% para 28,4% do total. Na área industrial, foram abertas 43.163 empresas (8,4% do total), número que representa uma estabilidade.

*Com Agência Brasil

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