Vendas do setor automotivo sergipano continuam em alta
Economia 18/04/2016 16h45

Da Redação

Na contramão do resto do país, o setor automotivo sergipano continua apontando sinais de recuperação. Em março de 2016, as concessionárias registraram a venda de 5.835 novas unidades, o que representa uma alta de 23% em relação ao mês anterior e de 51% comparado ao mesmo período de 2015, conforme dados do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Sergipe (Sincodiv-Se).

Enquanto na média nacional os resultados de vendas absolutas no mês de março ficaram abaixo da expectativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em Sergipe, além das motos, categoria que teve o número de novos emplacamentos alavancado devido à obrigatoriedade de regularização dos ciclomotores, os segmentos de automóveis e comerciais leves registraram crescimento no mês passado quando comparado ao mês anterior.

O setor de caminhões e ônibus também registrou alta. Por outro lado, o setor de implementos rodoviários amarga uma queda de 45%, com apenas seis unidades comercializadas.

No ranking dos mais vendidos em Sergipe, o modelo Volkswagen Voyage conquistou a liderança, com a venda de 122 unidades. Em seguida, aparece o GM Onix, com a comercialização de 98 unidades. Em terceiro lugar, está o modelo Hyundai HB20, com 75 veículos vendidos.

A indústria automobilística deve retomar o crescimento a partir do quarto trimestre deste ano, com a expectativa de melhora da economia, estima Luiz Moan Yabiku Júnior, presidente da Anfavea. “Torço para que as questões políticas sejam rapidamente resolvidas e que parem de contaminar a economia, sem partidarismo, sem ideologia. Todos nós temos que pensar no país”, declarou.

Moan, que deixa o cargo na Anfavea este mês, disse ter consciência de que faria a gestão da associação durante um período de crise, uma vez que os altos e baixos do setor costumam ser cíclicos. “Já tínhamos ultrapassado, em termos de crescimento, sete anos. Mas não podia imaginar uma crise tão profunda como estamos vivendo”, ponderou.

Quanto ao emprego, Moan garantiu que as indústrias associadas têm buscado a manutenção dos postos de trabalho. Em fevereiro, 42 mil funcionários foram colocados no regime do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), lay off ou férias coletivas. Foram demitidos 15 mil trabalhadores.

*Com informações da Agência Brasil

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