Mendonça Prado diz que foi impedido de trabalhar por Aracaju
Política 24/05/2017 08h15 - Atualizado em 24/05/2017 10h18

Por Will Rodriguez

Um mês e meio após ter sido afastado da presidência da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) sob suspeita de fraude num processo licitatório, Mendonça Prado quebrou o silencio e, pela primeira vez desde o seu indiciamento, comentou as acusações que o levaram a ser denunciado pelo Ministério Público.

Mendonça é acusado de associação criminosa e ainda de ter direcionado a concorrência pública que a Emsurb realizou em março deste ano para que a Torre reassumisse os serviços de limpeza pública na capital sergipana, substituindo a Cavo, que operava no lugar da Torre há um ano.

Em seu perfil do twitter, nesta terça-feira (23), Prado disse ter sido vítima de ações que o “impediram de trabalhar pelo meu povo. Esse é o país distorcido”, postou.

A fala de Mendonça foi motivada pelos transtornos causados pela chuva forte que atingiu a capital sergipana nesta terça. O temporal de mais de 12 horas provocou mais de 60 pontos de alagamento, a maioria nas imediações de canais que transbordaram.

“As chuvas, os canais entupidos e o povo sofrido da periferia de Aracaju são testemunhas de que eu sempre agi pensando nos aracajuanos. Onde estão as autoridades que impediram a Emsurb de contratar na hora certa os serviços de limpeza mecanizada de canais?”, publicou Mendonça.

Em suas postagens, o presidente afastado também comentou pela primeira vez as denúncias de que teria direcionado a concorrência pública para vitória da Torre. “Frases recorrentes na jurisprudência: não há que se falar de direcionamento em contrato emergenciais. Este contrato não é processo licitatório”, afirmou Mendonça Prado.

O ex-deputado ainda atacou a empresa Cavo, que hoje divide os serviços de limpeza pública com a Torre, acusando o grupo do qual ela faz parte de envolvimento com a Lava Jato.

“Para que os senhores tenham ideia do poder econômico da Estre e CAVO: a Estre foi acusada de receber mais de 800 milhões da Petrobras. Não é fácil para um rapaz latino americano como eu fazer o certo e notificar empresas bilionárias como a Cavo por serem relapsas”, disse Mendonça. 

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