No DEM, Mendonça Prado mantém pré-candidatura ao governo de Sergipe
Política 19/12/2017 10h25 - Atualizado em 19/12/2017 11h06

Por Will Rodriguez

Em meio às denúncias de corrupção na última gestão do Democratas em Aracaju, o ex-deputado-federal Mendonça Prado assume o comando do Diretório Estadual com a intenção de “revitalizar” o partido e recuperar a imagem desgastada para enfrentar o pleito de 2018 com uma candidatura própria ao governo do Estado.

Mesmo após deixar o PPS, partido pelo qual chegou a lançar sua pré-candidatura ao governo, Mendonça mantém a pretensão de encabeçar uma chapa-majoritária ao Executivo no ano que vem. Segundo ele, sua meta é fortalecer as bases eleitorais para lançar um projeto capaz “de fazer Sergipe voltar ao período de grandes realizações e serviços sociais para os humildes”.

Mendonça, que foi convidado para assumir a presidência do DEM pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM) após a renúncia da jornalista Ana Alves, que cumpre prisão domiciliar por suspeita de obstrução de investigação, revelou em entrevista coletiva nesta terça-feira (19) que não estava oficialmente filiado ao PPS, o que só poderia acontecer no próximo ano, pela legislação, de modo que ele mantinha-se vinculado ao DEM, tendo se afastado na última eleição municipal “por não concordar com a chapa” formada com o agrupamento liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSDB).

Para Mendonça, os imbróglios envolvendo o ex-prefeito de Aracaju, João Alves Filho, deverão ser explicados pela sua família “em momento oportuno”, considerando seu estado de saúde.

“Eu não fiz parte da gestão de João. Também acho que foi ruim. João não tinha mais condições de ser prefeito, por problemas sérios de saúde. Quando o povo souber o que está passando João Alves, vai ficar comovido”, disse, ao tecer críticas a aliados do ex-prefeito. “Onde estão os que sempre se beneficiaram de João!? Vocês se aproveitaram de João”.

Com cautela, Mendonça também criticou a administração do governador Jackson Barreto, da qual já fez parte, classificando-a como “inerte”. Para o ex-secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), o governo erra ao priorizar obras em vez de áreas mais sensíveis como o combate à violência.

“Não vou cuspir no prato que comi, mas ele (Jackson Barreto) está pagando o pato por ter priorizado outras áreas”, disse Mendonça, referindo-se à obra do Largo da Gente Sergipana, no centro da capital sergipana. “Os R$ 3 milhões dariam para aumentar a cota de combustível para  que os carros da polícia façam rondas”.

Alianças

A Executiva Estadual do PPS já fechou questão sobre não seguir a posição de Mendonça, embora integrantes do partido defendam o apoio à pré-candidatura dele pela nova sigla. Mendonça afirmou que manterá os entendimentos que já vinham sendo construídos com o PROS, o Livres e também buscará a aliança com o PPS. 

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