“Para mim, todo malandro é vagabundo”, diz Agamenon sobre professor
Política 06/03/2015 08h40

Por Joedson Telles

Sem citar nomes, mas referindo-se claramente a um professor que teria conseguido um atestado médico para não trabalhar na rede estadual, mesmo tendo condições de dar aulas, o vereador Agamenon Sobral (PP) ajuizou que todo malandro é vagabundo. “Um professor do Colégio Amadeus e do Estado pegou um atestado médico de três dias. No Amadeus foi dar aula, mas no Estado não. Isso é malandragem, e, para mim, todo malandro é vagabundo”, disse o vereador em alto e bom som.

Segundo Agamenon, que já fez outras denúncias no mesmo sentido envolvendo outros professores, não são todos os educadores, mas existem alguns que não querem se enquadrar. Trabalhar. “A pessoa sempre procura dar um jeitinho. Só que esse jeitinho é sempre prejudicando alguém. A gente faz críticas a quem quer receber sem trabalhar. Aqueles que querem receber do serviço público sem trabalhar, são dessas pessoas que estamos reclamando”, disse.

Cenam

Sobre a polêmica em torno dos adolescentes do Cenam, o vereador reafirma que a saída é transferi-los para o prédio do Ministério Público Estadual. “Tem aquele terraço que dá para os meninos tomarem banho de sol e no auditório. Coloca os meninos lá porque tem água mineral e não vai estar insalubre. Esse povo tem que entender que quem tem que viver bem é o cidadão de bem. O vagabundo tem que ser tratado como vagabundo. Bandido bom é bandido morto”, ajuizou.

Lembrado do Estatuto da Criança do Adolescente, o vereador nem pensou para responder. “É errado”, soltou. Para ele, tanto os menores quanto os adolescentes que praticam delitos são vagabundos. “Por que uma boa parcela é cidadão de bem e a outra não é? A Justiça tem que ser mais rígida. O comandante da polícia deu uma entrevista dizendo que prende o cidadão, na sexta-feira, e na segunda-feira o cara está solto. Que Justiça é essa?”, indagou.

Irônico, Agamenon sugere ao Governo do Estado acabar com a polícia, já que as prisões são sempre precedidas de solturas. “Porque não serve para nada. Para que o Estado está gastando tanto dinheiro com a polícia, se ela não tem autonomia para exercer seu poder? O salário mínimo do trabalhador é de R$ 788. O auxílio reclusão, agora, é R$1.056. Eu vivo num país para bandido. A gente vem puxando uma bandeira para mostrar ao povo que quem tem que estar na rua. É o cidadão de bem e eu tenho que defender, porque ele paga o meu salário”, disse.

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