Prefeitos de Sergipe encontram municípios com dívidas e estruturas precárias
Política 04/01/2017 10h32 - Atualizado em 04/01/2017 11h43

Por F5 News

Passados três dias desde a posse, os novos prefeitos de municípios sergipanos ainda avaliam a situação deixada pelos antecessores.  Em alguns municípios, no entanto, os novos gestores já percebem que se depararam com dívidas e problemas de ordem estrutural na máquina administrativa. Pela frente, os chefes do Executivo já preveem a necessidade de adotar medidas de austeridade.

É o caso da cidade de Japaratuba, no leste do estado, onde a equipe econômica da prefeita Lara Moura (PSC) calculou um montante superior a R$ 30 milhões em dívidas, além da destruição de parte do patrimônio público. Segundo a administração, de toda a frota da prefeitura, 18 veículos vão a leilão. Apenas oito estão rodando, entre eles uma patrol e uma caçamba. Os 14 ônibus do município e prédios da Prefeitura estão em condições precárias.

A prefeita já tomou algumas medidas de contenção de despesas - como a exoneração de todos os ocupantes de cargos comissionados e o corte de gratificações. Também solicitou análise em todos os contratos, determinou um levantamento de todo patrimônio e estuda medidas judiciais visando o ressarcimento do bem público.

A assessoria do ex-prefeito Hélio Sobral afirma que os restos a pagar deixados pela gestão giram em torno de cinco milhões e não trinta.  Segundo a nota, a menos de três meses foram adquiridos uma picape Amarok para a Secretária de Saúde e uma picape Duster Oroch, com “recursos arrecadados em leilão de venda da sucata deixada pela atual prefeita em sua gestão passada”.

Ainda segundo o ex-prefeito, também foram compradas cinco ambulâncias, que precisam “apenas de manutenção devido à regularidade de uso e situação normal de depreciação, 13 ônibus, e duas Doblos para servir à Secretaria de Assistência Social”.

A prefeita também projetou a programação da edição 2017 da tradicional Festa das Cabacinhas, agora em janeiro, mais modesta. “As prioridades são as escolas e os postos de saúde”, disse Moura.

São Francisco

Já na cidade de Santana do São Francisco, distante 85 km de Aracaju, o prefeito Junior Barrozo teve que começar a gestão trabalhando de casa porque encontrou o Centro Administrativo quase destruído, de acordo com a assessoria do Município. De acordo com o prefeito, foi deixada uma dívida de R$ 220 mil com a Caixa Econômica decorrente da falta de repasses dos empréstimos consignados dos servidores públicos. A ex-prefeita Maria das Graças nega que tenha deixado o débito citado pelo atual prefeito.

Além disso, o gestor se deparou com o patrimônio deteriorado como mostram as imagens enviadas pela assessoria:

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