Sindicato teme demissões e redução de salários se Deso for privatizada
Política 10/11/2016 12h37 - Atualizado em 10/11/2016 14h07

Por Fernanda Araujo

Trabalhadores da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) receberam a notícia de que o governo do Estado pode privatizar a companhia sem surpresa. O sindicato dos trabalhadores, o Sindisan, tem alertado para a privatização da empresa pública há mais de dois anos, em campanha pela defesa da Deso como patrimônio do povo sergipano. Para a categoria, a intenção do governo não é novidade.

“Muita gente dizia que a gente estava exagerando, alguns deputados da base do governo do Estado diziam que o governo não era privatista. A gente gostaria de ouvir do governador se realmente tem interesse em privatizar a Deso. Grandes empresas nacionais e multinacionais têm muito interesse nas companhias”, afirma o presidente do sindicato, Sérgio Passos.

Sergipe e outros 17 estados já sinalizaram que têm interesse em privatizar serviços de água e esgoto das companhias de saneamento básico, de acordo com a Folha. Estados do Nordeste, como Sergipe, já aderiram ao programa de concessão dos serviços de saneamento promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Cada unidade federativa ainda deve estudar a viabilidade.

Os estados formalizaram a decisão de aderir ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal. Segundo a instituição, já foram fechados acordos com todos os estados nordestinos, da região norte (exceto Roraima), além de Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná. O BNDES conversa com todos os governadores e deve anunciar nos próximos dias todos os estados que aderiram ao programa.

Para os servidores, a sociedade, principalmente a população mais carente, deve sentir o prejuízo no valor da conta. Além disso, o sindicato acredita que trabalhadores podem ser demitidos de imediato, inclusive os mais antigos, que recebem maiores salários, ou até haver redução de salário.

“Existe muita mão de obra disponível no mercado para substituir com salário bem mais baixo. A Deso emprega em torno de 1.600 trabalhadores, com filhos e netos que são dependentes, então ia ser um caos social muito grande, o comércio também vai ser afetado e a economia da cidade”, analisa.

A categoria promete fazer mobilização na sexta-feira (11), no pátio interno da Deso, quando serão convidados vereadores. “A concessão é do Município, então vamos tentar para que os vereadores e o prefeito não conceda a concessão. Se o governo realmente tivesse compromisso com o povo jamais cederia a companhia para a iniciativa privada”, conclui Passos.

F5 News entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do governo do Estado que confirmou a assinatura do termo, mas disse que ele apenas autoriza realização de estudo para identificar a viabilidade da operação. "Após o estudo, que leva em média seis meses para ser concluído, o Governo irá avaliar os resultados".

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