Sintrase aprova corte de comissionados, mas diz que há despesas maiores
Política 02/12/2014 11h28

Por Fernanda Araujo

O governador Jackson Barreto anunciou ontem (01) a exoneração de todos os cargos em comissão e a recontratação de 30% deles. A redução do número de comissionados é uma reivindicação antiga dos sindicalistas. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos de Sergipe (Sintrase), Waldir Rodrigues, a medida foi acertada, já, a seu ver, o número de cargos hoje não condiz com a necessidade do povo. No entanto, ele ressalva que essa providência não resolve todo o problema.

“Na minha opinião, o Estado não funciona sem cargo de comissão. A gente sabe que nunca vai acontecer isso. Não podemos achar que todos os secretários, diretores técnicos e etc, vão se tornar servidores de carreira, isso seria um sonho, mas não estamos aqui para sonhar. Agora cargo comissionado enxuto é essencial para a vida do Estado. Antes do decreto tinham pessoas nesses cargos que não faziam nada, estão lotados na Casa Civil, se tiver tem 10 m², se fosse alojar todo mundo seria no Ginásio Constâncio Vieira”, diz.

Segundo ele, o Estado não poderia fazer apenas isso para pagar dívida política. Waldir Rodrigues aponta que essa despesa é a menor dentre outras maiores, como por exemplo, o alto índice de gratificações. “O nosso estatuto é ainda de 1977, que cria vantagens para o servidor, mas já está extremamente fora da nossa realidade. Acredito que deve mexer na estrutura do serviço público, concursado precisa saber exatamente quanto vai ganhar, não tem que ficar camuflando vantagens e gratificações que não estão na tabela salarial”, afirmou.

Waldir discorda ainda que para determinada categoria exercer sua função deva ganhar gratificações. “Deve ter sim reajustes salariais, se é periculoso recebe por periculosidade, se é salubre recebe por salubridade. Não tem que receber gratificação, tem salário para isso. Muitas gratificações no Estado são desnecessárias”. Para o sindicalista, o Estado deveria incorporar as gratificações ao salário de quem já as recebe.

“O concursado tem que lutar para melhorar o salário. Hoje, secretarias que possuem poder maior têm três, quatro, cinco gratificações. Se o governador quiser, vai ter que fazer uma reforma ampla no serviço público. Não resolve agora porque o problema é grave, mas no futuro. O servidor tem que saber quanto vai ganhar e não ter tantos subterfúgios na folha que arrebenta o limite prudencial. Poucos ganham muito e muitos ganham muito pouco”, conclui.

Foto: Ascom/Sintrase

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