Situação e Oposição avaliam ano legislativo na Câmara de Aracaju
Política 20/12/2014 18h15

Por Will Rodrigues

Essa semana os vereadores de Aracaju encerraram o ano legislativo de 2014 - o recesso parlamentar se estende até o mês de fevereiro do próximo ano. A semana foi movimentada com a votação de vários projetos do Poder Executivo, entre eles os que reajustam a base de cálculo para a Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e a tarifa do transporte coletivo da grande Aracaju, que passa a custar R$ 2,70 em janeiro. As votações geraram polêmicas, mas durante todo ano a Câmara de Vereadores de Aracaju protagonizou vários debates acalorados sobre as medidas que afetam diretamente a vida do cidadão. F5News conversou com os representantes das bancadas e pediu que eles avaliassem o ano legislativo de 2014.

Para o líder da situação, Agnaldo Feitosa (PR), este ano pode ser considerado muito bom, pois foi marcado pela expansão das obras. “Mostramos que nossa gestão tem compromisso com a continuidade das obras iniciadas pelo prefeito anterior e não deixamos nenhuma delas parada. Reformamos praças, renovamos cerca de 250 mil m³ da pavimentação asfáltica da cidade, entregamos o mercado do Augusto Franco, iniciamos a recuperação dos mercados centrais, entregamos o anel viário Marcelo Déda, melhoramos a mobilidade urbana, dando mais acessibilidade, renovamos a frota de ônibus com 255 novos carros, sem a elevação da passagem. O único problema é que a oposição queria que nós resolvêssemos tudo nesse curto período de tempo e isso é muito complicado”, avalia Agnaldo.

O líder da oposição, Iran Barbosa (PT), alega que faltou autonomia do Poder Legislativo para discutir as matéria levadas até a Câmara. “Existe um modelo de subserviência do Poder Legislativo ao Executivo e nós temos que enfrentá-lo, perdendo a concepção de que a Câmara é uma  sucursal do Executivo. Precisamos de mais autonomia para dialogar respeitosamente, mudando o nosso comportamento, porque o que se percebe é que uma das marcas desse governo é o aumento dos tributos, sem que haja retorno através de melhorias na qualidade dos serviços públicos ofertados a população”, analisou.

Em uma coisa os vereadores concordam. No entendimento deles, o número de parlamentares em cada uma das bancadas é um dos complicadores para a atuação. No caso da base aliada, que possui 19 vereadores, o desafio é alinhar o pensamento, contemplar as demandas de todos e manter o grupo coeso. Já para a oposição, a presença de apenas cinco vereadores no bloco pode dificultar a articulação política. 

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