“Dia D” de combate a Dengue e Chikungunya acontece no Santa Maria
Cotidiano 06/12/2014 15h40Por Fernanda Araujo
Em prol do combate à Dengue e à Chikungunya, doenças que são transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes Aegypti, a Secretaria Municipal de Saúde, de Aracaju (SE), realiza no bairro Santa Maria neste sábado (06) o Dia D nacional de combate. A campanha tem por lema “Dengue e Chikungunya. O Perigo Aumentou. E a Responsabilidade é de Todos Também” e foi voltada especialmente para o bairro, já que o local foi classificado no último Levantamento de Índice Rápido (LIRA) como risco de epidemia, um índice de 5,6.
A ação acontece na Unidade de Saúde da Família Celso Daniel, no conjunto Padre Pedro. Foram distribuídos panfletos educativos alertando a população sobre mecanismos para acabar com os criadouros do mosquito, visitas domiciliares para eliminação de focos, mutirão de limpeza e coleta de pneus. A campanha teve a adesão da equipe dos agentes de endemias do município de Aracaju, da brigada Itinerante Estadual de Combate à Dengue, do Grupo de Desbravadores da Igreja Adventista do 7º Dia e da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb).
Segundo a coordenadora do Programa de Controle da Dengue da Saúde de Aracaju, Taíse Cavalcante, são quase 150 pessoas dispostas a mobilizar a população e eliminar os focos do Aedes. “Estamos iniciando o período do ano de maior transmissão da doença e este ano, com a chegada da doença Chikungunya, aumenta maior ainda a nossa atenção em relação a eliminar todos os locais que sirvam de acúmulo de água”, diz. Ela explica que os cuidados para evitar a Chikungunya são os mesmos da Dengue, entre eles: evitar água parada, verificar se a caixa d'água está bem fechada, não acumular vasilhames no quintal, verificar se as calhas não estão entupidas e colocar areia nos pratos dos vasos de planta.
Equipes de endemias estiveram na casa da dona de casa Maria Arlete. Por enquanto, nada foi encontrado de focos do Aedes, mas ela foi orientada a lavar a lavanderia pelo menos duas vezes na semana para eliminar os ovos, virar vasos para não acumular água e até reciclá-los. “Acho ótima essa ação, toda a vez que a equipe vem eu abro a minha porta. Se a gente não sabe, a pessoa vem nos orientar para a gente saber o que pode ou não pode fazer. Na minha família, graças a Deus, nunca ninguém teve dengue, mas tenho medo, inclusive, dessa outra doença”, afirma.
Para o secretário municipal de Saúde, Luciano Paz, é preciso que a população faça a sua parte. “Aqui é considerado uma área de provável risco pela quantidade de locais em que a gente detectou a presença da larva. Agora, não adianta a gente passar nas residências e praças, eliminar os focos, se a população mantiver aquela condição. É preciso que tenham consciência da mudança de hábito para que se evite um mal maior dentro do próprio bairro”.
O Chikungunya
O Chikungunya começou a circular no Brasil em agosto deste ano. Os sintomas são parecidos com os da dengue, porém, ela tem uma característica de dores articulares muito maiores. “Enquanto a Dengue tem dor muscular em todo o corpo, no outro caso são dores em todas as juntas ou articulações e, às vezes, ao mesmo tempo. São dores intensas, o paciente muitas vezes tem que ficar dobrado, por isso que Chikungunya quer dizer aquele que se dobra, se curva, por causa de tanta dor”, explica Taíse Cavalcante. É transmitida pelo Aedes Aegypti e o Aedes Albopictus, mesmos mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, comuns em algumas regiões da África.
Segundo o Ministério da Saúde, até o dia 15 de novembro, 1.364 casos de infecção pelo vírus dessa doença foram diagnosticados no Brasil. Do total, 1.293 foram transmitidos dentro do próprio país. Outros 71 casos foram de pacientes infectados durante viagens a outros países. Na Bahia houve 759 casos de transmissão interna, 531 no Amapá, 2 em Minas Gerais e 1 no Mato Grosso do Sul. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes Albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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