“São João não é só Forró Caju”
Polícia Militar não tem efetivo suficiente para garantir festa
Cotidiano 15/05/2013 09h28

Por Elisângela Valença

A Prefeitura de Aracaju anunciou, ontem, que o Forró Caju pode não acontecer neste ano por conta da diminuição do efetivo da Polícia Militar de Sergipe (PMSE). Mas, segundo o assessor de Comunicação da PMSE, major Paulo Paiva, o que está acontecendo é uma correção de estratégia.

“Nós temos muito mais festas e em muito mais cidades sergipanas, que começam cada vez mais cedo e terminam cada vez mais tarde e isso gera muito mais demanda para a Polícia Militar”, explicou o major. “Além disso, a corporação tem sofrido com uma redução de efetivo muito séria. São policiais indo para reserva, mudando de carreira, adoecendo e não está havendo preenchimento destas vagas”, acrescentou.

Segundo ele, o efetivo ideal para a PMSE é de 6.200 homens, mas hoje a corporação tem apenas 4.700. “E este número de 6.200 foi definido há muito tempo atrás, quando a realidade do Estado era completamente diferente. É preciso um estudo para reavaliar a situação e ter concurso permanente para que o efetivo não tenha tantas baixas”, comentou.

Por conta disso, a PMSE está fazendo um remanejamento na estratégia para os festejos juninos e, desde o início de abril, o Comando Geral vem se reunindo com os prefeitos sergipanos para orientar e assessorar na montagem do esquema de segurança das festas.

A primeira orientação é que se faça a festa num local segregado, ou seja, com a área do evento cercada, como já acontece no Forró Caju. “Ali se torna uma área privada para a qual é possível a contratação de segurança privada, que atuará em conjunto com a PM na área interna da festa”, explicou major Paiva.

Segundo ele, na parte interna da festa acontecem ocorrências de menor gravidade, como pequenas brigas e desacatos. “A Polícia não vai deixar de atuar nesta parte. Ela vai dar suporte às Guardas Municipais da cidade e à segurança particular e se concentrar na área externa da festa, onde acontecem as ocorrências de maior gravidade, como assaltos, agressões graves, entre outras”, explicou.

“Esta é uma forma de dar um tratamento isonômico, igualitário às cidades sergipanas. Não podemos nos concentrar na capital e deixar o interior de lado, ainda mais com muito mais cidades em festa. O São João não é só Forró Caju”, finalizou.

 

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