A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), alerta sobre a importância de que adultos e crianças se previnam contra o Sarampo, e o único meio seguro para isso é a vacina. Em 2016, sem nenhum registro de sarampo, o Brasil conquistou o reconhecimento daOrganização Pan-Americana de Saúde, mas, em 2018, com o aparecimento de novos casos, perdeu a certificação de país livre da doença.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, o sarampo está em circulação e já há surtos em alguns estados. “Com a reintrodução do vírus no país, os profissionais precisam estar atentos às pessoas que chegam às unidades com os sintomas característicos do sarampo, com a suspeita da doença, para notificar aquele caso para que seja investigado. E as ações de bloqueio têm que acontecer em até 48 horas. A principal prevenção é a vacina e podem se vacinar todas as pessoas que não foram vacinadas até 49 anos de idade. As pessoas acima de 50, teoricamente já tiveram contato com o vírus”, comentou Mércia.
A baixa cobertura vacinal que teve início em 2015 deu abertura para que o vírus voltasse a circular. “O sarampo é altamente contagioso e por essa magnitude não se pode permitir que a vacina que o previne tenha baixa cobertura. Nos municípios e Estados, particularmente aqueles que fazem fronteira com outros Estados, precisam ter essa preocupação. A orientação para os municípios é que avaliem as coberturas vacinais, vejam se todas as crianças menores de dois anos estão vacinadas, fazer essa busca ativa das crianças que estão com as vacinas atrasadas e os adultos que não são vacinados devem buscar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para fazer a avaliação do seu cartão vacinal e receber a vacina”, reforçou a diretora.
Apenas com o cartão de vacinação é possível comprovar se uma pessoa está protegida. “Aquele que não tem cartão, que só tem o relato, vai à Unidade e toma a vacina. Temos vacinas em quantidade suficiente para atender as rotinas, mas, havendo necessidade, a gente solicita mais ao Ministério da Saúde. Mas hoje nós estamos abastecidos com a vacina tríplice viral, utilizada no controle do sarampo, rubéola e caxumba”, disse Mércia.
Crianças apresentam uma vulnerabilidade maior e, por isso, elas são vacinadas com 1 ano e, aos 15 meses, recebem a segunda dose. No entanto, o adulto também pode se vacinar. “O que a gente pode encontrar é o adulto que não é vacinado e aí ele está mais suscetível. Mas, prioritariamente, o nosso cartão vacinal é dirigido para as crianças. A orientação é que as mães avaliem o cartão de vacinação de seus filhos, não deixar a vacina atrasar, é importante levar para vacinar no período indicado. A vacina é a única forma de prevenção e é obrigação buscar a vacina para todas as doenças imunopreviníveis”, alertou Feitosa.
Sintomas
Os sintomas são a febre e o exantema, acompanhados de um ou mais sintomas como tosse coriza, conjuntivite, independentemente da idade. “Casos suspeitos com essas características precisam ser notificados para que todas as ações de prevenção e controle sejam realizadas, como, por exemplo, o bloqueio vacinal em 48 horas e a coleta de exame para fazer a sorologia. Todas essas medidas precisam ser tomadas independentemente da suspeita ser confirmada ou não”, concluiu a diretora.
Fonte: Ascom SES

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