Aberta licitação para contratar empresas de coleta de lixo em Aracaju
Seis lotes serão licitados. Serviços terão auditoria externa
Cotidiano 25/08/2015 15h14

Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo

A coleta de lixo de Aracaju não será mais realizada apenas pela empresa Torre. A Prefeitura já lançou um edital do processo licitatório para que o serviço seja compartilhado entre várias empresas. A informação foi confirmada pelo Secretário Municipal de Meio Ambiente, Eduardo Matos, na manhã desta terça-feira (29). A expectativa é de que ainda este ano as novas empresas comecem a atuar na capital. As empresas vencedoras também serão responsáveis pela limpeza pública e pela poda e retirada de árvores. O contrato terá duração de cinco anos.

Segundo o secretário, o processo ocorre na modalidade concorrência e terá abrangência nacional. Os envelopes com as propostas, para seleção pelo critério de menor preço, serão abertos no próximo dia 28 de setembro.

“Vamos licitar seis lotes que vão de R$ 1 milhão e 900 mil até lotes de três milhões de reais. Queremos ampliar o objeto de competição e as empresas poderão participar em consórcio”, explicou Eduardo Matos.

Atualmente, os serviços de limpeza pública custam cerca de R$ 2,8 milhões de reais. Por mês, são recolhidas em média 25 mil toneladas de resíduos sólidos orgânicos entre entulho e o lixo das residências.

Eduardo Matos frisou que após a escolha das empresas que vão operar os serviços de limpeza urbana, será realizada uma nova licitação para contratar uma empresa de auditoria externa.

“Estamos iniciando um novo sistema de fiscalização. A empresa será contratada para acompanhar os serviços analisando indicadores como eficiência e a satisfação da população”, observou o secretário.

Evitar problemas

Os planos de ampliar a quantidade de empresas prestando serviço de coleta na capital foram divulgados desde o começo do ano, mas a relação entre a Prefeitura e a Torre se complicou nos últimos meses. Este ano, a empresa já suspendeu os serviços por três vezes, cobrando uma dívida, cujo valor ultrapassa os 23 milhões de reais.

A Prefeitura reconhece o débito, mas alega que parte do saldo devedor foi deixado pela gestão anterior e que já foi firmado um acordo para que o pagamento seja feito de forma parcelada até o final de 2016. O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE) abriu uma sindicância para analisar os contratos entre a Torre e a PMA a fim de verificar qual real valor da dívida. A Torre poderá participar da atual licitação. Confira o edital.

Fotos: Will Rodrigues e Fernanda Araujo/Arquivo F5 News

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