Ação educativa alerta para o combate à violência sexual contra menores
Cotidiano 16/05/2014 14h46Por Will Rodrigues
O dia 18 de maio do ano de 1973 marcou todo o país por conta de um crime hediondo ocorrido em Vitória, no Espírito Santo, que vitimou a menina Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos. Naquele dia a sua mãe, a boliviana Lola Cabrera, assinou um bilhete autorizando a escola a liberá-la um pouco mais cedo. Araceli nunca chegou em casa. Seis dias depois, encontraram o seu corpo e os exames mostraram que ela havia sido drogada, espancada e estuprada. Em 2000, uma lei federal foi criada para oficializar o 18 de Maio como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Criança e Adolescente.
E para lembrar a data em Aracaju, a Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) realizou mobilizações através da entrega de panfletos em vários pontos da Capital com o objetivo de lembrar a sociedade da importância do enfrentamento constante da problemática. Somente no ano passado, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), que realiza um trabalho assistencial às vítimas de violência sexual desde 2007, registrou de janeiro a dezembro, 348 atendimentos para crianças e adolescentes vítimas.
A coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) São João de Deus, localizado no bairro Industrial, Marluce Silva (foto ao lado), explica que em mais de 50% dos casos de violência sexual o agressor faz parte do convívio familiar das vítimas e por isso a atenção dos pais e responsáveis deve ser redobrado. “A criança fala com o seu comportamento. Por isso, quando os pais notarem uma alteração no humor, na relações interpessoais e o desenvolvimento precoce e demasiado da líbido, é preciso buscar ajuda”, alerta.
O Creas São João de Deus, é uma das unidades de referência do atendimento desses casos em Aracaju e a sua equipe conta com quatro assistentes sociais, duas psicólogas e uma assistente jurídica que fazem todo o acompanhamento psicossocial não só com as vítimas, mas com os seus responsáveis para que todos saibam lidar com a situação.
A Coordenadora ainda lembra que nunca é cedo para procurar os órgãos competentes e denunciar os agressores, a fim de que as vítimas possam ser atendidas em tempo hábil e o abalo emocional revertido. Para Marluce, esse é um problema que precisa ser enfrentado no seio familiar. “As nossas estruturas familiares estão bastantes comprometidas. Falta amor familiar nas relações entre os nossos parentes”, avalia.A violência sexual contra crianças e adolescentes fere os direitos e garantias individuais como liberdade, respeito e dignidade, previstos pela Lei nº 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente. O abuso sexual é crime, com pena que pode chegar a 12 anos de prisão. Para denunciar basta procurar um Conselho Tutelar, a Vara da Infância e da Juventude, uma Delegacia ou ainda através do Disque 100 que funciona diariamente de 8h às 22h. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

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