Acidente de trânsito é reduzido em 50% no Carnaval
Mais de 800 testes de bafômetro realizados e 17 prisões
Cotidiano 14/02/2013 12h08

Por Fernanda Araujo

A Companhia de Polícia de Trânsito (CPTran) divulgou nesta quinta-feira (14) o balanço da Operação Lei Seca e do número de acidentes no feriadão, na Grande Aracaju e no interior do estado. Foram 627 testes de bafômetro realizados na Grande Aracaju e 189 em Neópolis.

De acordo com o capitão Machado (foto), comandante da CPTran, houve redução de 50% nos acidentes de trânsito, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2012, houve um total de 26 acidentes e 14 vítimas, sem mortes. Já neste ano, foram 13 acidentes e sete vítimas, com três mortes - as duas vítimas do acidente com um trio elétrico no conjunto Jardim, em Nossa Senhora do Socorro, e outro na avenida Heráclito Rolemberg com ciclomotor.

Apesar das três mortes, capitão Machado avalia como positiva a operação. “Foi algo inédito a redução dos acidentes. Algo difícil e raro de acontecer, é a primeira vez que conseguimos atingir essa meta. Se pudéssemos igualar do carnaval do ano passado já estava feliz. Só não digo que estou 100% feliz por causa das mortes”, relata.

Em compensação, sendo a primeira vez que a Lei Seca foi intensificada no período de Carnaval, segundo o capitão Machado, o número de autuações e prisões aumentou. Foram tomadas 18 medidas administrativas, além de 33 condutores autuados por embriaguez ao volante e 17 prisões, três por se recusarem a fazer o teste do bafômetro. No feriadão no ano passado, realizado em São Cristóvão, Neópolis e na capital, foram três medidas, uma prisão, totalizando quatro ocorrências. “Neste ano, em Pirambu, não houve atuação da Lei Seca porque teve arrastão, então optamos fazer a segurança das pessoas e no tráfego de trânsito”.

O capitão relata também casos de pessoas que não apresentavam sinais de embriaguez, mas com o teste de bafômetro foi revelado. “A primeira mulher presa pelo teste, de 53 anos, não apresentava sinais e foi pega com índice 0,51. Como podemos ver, sinais de embriaguez são subjetivos”.

Machado aponta que, apesar do maior número de autuações em função da Lei Seca, a redução de acidentes por embriaguez se deve ao medo das pessoas pelo valor da multa, que aumentou para R$ 1.915 e em caso de reincidência por volta de R$ 3 mil, além de, com a tolerância zero, provas como relatos e testemunhos serem consideradas válidas contra os motoristas embriagados.

“É cultura do brasileiro só respeitar a lei quando mexe no bolso, em parte podemos dizer que as pessoas estão mais conscientes, não totalmente, mas o que a gente percebe é que as pessoas estão com medo”.

Novo aparelho

O novo aparelho utilizado recentemente em São Paulo, que detecta drogas através da saliva, o chamado teste de imunoensaio, está em fase de teste em Sergipe. Segundo capitão Machado, assim que for aprovado, o aparelho será adquirido e utilizado nas ruas e avenidas do estado.

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