Acidentes com fogos atingem principalmente crianças
Médica alerta aos pais sobre cuidados nos festejos juninos
Cotidiano 15/06/2013 11h54

Por Fernanda Araujo

O período dos festejos juninos já começou e com ele as tradicionais fogueiras e queima de fogos. Acidentes com queimaduras, principalmente com crianças, se intensificam neste período por conta do manuseio indevido dos fogos e outros tipos de explosivos, além das brincadeiras nas fogueiras. Eles são lindos, mas podem causar sérios riscos à saúde.

Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras todos os anos são registrados no país mais de um milhão de acidentes que provocam queimaduras. Uma em cada dez pessoas que mexe com fogos de artifício tem membros amputados, principalmente dedo, além de sofrerem lesões nos olhos e até surdez. No ano passado, foram registrados mais de 80 pessoas vítimas de queimaduras no período junino em Sergipe.

Em entrevista a um programa de rádio local, a cirurgiã plástica Moema Santana, também coordenadora do serviço de cirurgia plástica do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), afirmou que no ano passado houve um número razoável de 69 acidentes com fogos no mês de junho, com amputações tanto de pé e mão, 50% em crianças. Já queimaduras em geral, incluindo acidentes domésticos (mais comuns), somando com os adolescentes, subiram para 70%.

Neste ano, no entanto, já houve acidentes por queimaduras desde maio, que causaram em amputações por conta de bombas. “Já tivemos seis amputações, cinco eram adolescentes de 13 a 16 anos. O adolescente tanto não sabe o poder que a bomba traz, quanto não tem esperteza. Às vezes a bomba não explode na hora, ele vai lá e coloca a mão. A grande prevalência de acidentes está sendo mais acometida entre os adolescentes, neste nível de bomba”. De acordo com ela, a previsão para este ano é que o número de acidentes com queimaduras aumente.

Segundo a médica, esta é, sem dúvida, a época mais crítica. “Os dias mais críticos são entre as festas de São Pedro e São João, principalmente nos dias 23 e 24. A faixa etária que mais acontece é crianças a partir de sete meses até os 11 anos. Nas crianças de sete meses muitas vezes ela está no colo do adulto e de repente acontece um acidente”, conta.

Para tentar evitar mais acidentes como esses, a cirurgiã faz um alerta aos pais para prestarem muita atenção às crianças, principalmente em locais com fogueiras. Além de não deixarem manusear fogos, deve-se deixá-las afastadas e sempre tê-las em vista. “Para se ter uma ideia, no ano passado tivemos várias crianças que caíram dentro da fogueira. Uma coisa que a gente acha que nunca vai acontecer, crianças de 1 a 3 anos”.

Primeira medida

Em caso em que a pessoa se acidentou, a médica explica que a primeira medida antes de buscar socorro médico é imediatamente colocar o membro que está com queimaduras em baixo da água corrente e envolvê-lo com pano limpo; depois disso, levar a vítima ao hospital. A água corrente vai evitar que de um grau mais leve chegue à grave.

Se a roupa também queimou, o membro deve ser molhado junto com a roupa. Caso o tecido não desgrude e haja dificuldade em retirá-lo do corpo, deve levar ao hospital do jeito que está. Em caso de pouca extensão da queimadura (um braço, uma perna, o tórax) alguém pode levar a vítima, mas se for em grande extensão, além da pessoa ter inalado fumaça, é indicado acionar uma ambulância. “No Huse já temos a salas preparadas, auxiliares, enfermeiros, número maior de cirurgiões plásticos para atender esse período junino”, diz.

 

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