Acidentes motociclísticos lideram atendimentos no setor de trauma do Huse
Cada paciente custa em média 925 mil reais aos cofres públicos
Cotidiano 26/07/2017 17h00

Por F5 News

Os números são alarmantes: este ano já foram registrados mais de 3.330 acidentes motociclísticos em Sergipe. Esse tipo de ocorrência lidera o número de atendimentos na área Verde Trauma do pronto socorro do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), representando 80% dos pacientes. Os dados foram divulgados pela direção do hospital nesta quarta-feira (26).

No primeiro semestre do ano passado foram registrados 3.335 atendimentos a vítimas de acidentes motociclísticos. Desse total, 827 ficaram internados para novos procedimentos e exames. Este ano o número sofreu uma pequena queda, mas continua preocupando.

O fiscal de obras Getúlio Gomes foi vítima recente de um acidente motociclístico. Ele voltava pra casa no bairro São Conrado quando passou por cima de uma caixa que estava no meio da rua. A caixa ficou presa à roda traseira da moto e a queda foi inevitável. “Não sei o que me deu para passar em cima daquela caixa. Era tão pequena que pensei que nada aconteceria, iria só amassar, mas fraturei o tornozelo e estou impossibilitado de firmar o pé no chão e consequentemente de trabalhar”, disse.

Já o estudante Gladston Ribeiro colidiu na traseira de um carro que freou bruscamente ao passar por uma lombada. “Foi muito rápido e quando vi já estava no chão e com uma fratura na tíbia. Vou passar por uma cirurgia e ficar um tempo sem ir à escola e trabalhar, além do prejuízo material que tive”, declarou.

De acordo com o enfermeiro Vinícius Vilela, coordenador do pronto socorro, os acidentes motociclísticos causam traumas em membros superiores e inferiores, afetando ossos como o fêmur, tíbia e rádio. “Em 30% desses casos as sequelas são definitivas como paraplegias, tetraplegias, deformidades ósseas e amputações. Outros 70% sofrem sequelas parciais, como restrições de movimentos e dores”, explica o coordenador, ao alertar que é preciso intensificar as campanhas e cobrar mais educação no trânsito.

Segundo Vinicius, outra questão que deve ser levada em consideração é o custo que se tem com esse tipo de paciente, que precisa de cirurgia e leva tempo na recuperação. “No Huse, um paciente envolvido em acidente de moto, que seja submetido a uma cirurgia, por exemplo, fica em média 30 dias hospitalizado para sua recuperação. Além disso, há a ocorrência de sequelas que muitos carregam para a vida toda”, diz.

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o custo social de cada um desses pacientes é de, em média, R$ 952 mil aos cofres públicos, o que envolve atendimento pré-hospitalar, licença, aposentadoria, entre outros. Como muitos ficam afastados do trabalho, é gerado um custo social com seguros, além de custos para o Serviço Único de Saúde (SUS) com a mobilização de equipes, materiais, medicamentos, centro cirúrgico e, muitas vezes, UTI.

As principais causas desses acidentes são as quedas e colisões com outros veículos, além da desobediência às leis de trânsito e cuidados com a segurança de condutores, pilotos e passageiros.

*Com informações da Secretaria de Estado da Saúde

Mais Notícias de Cotidiano
Pedro Ramos/Especial para o F5News
28/10/2021  09h31 A vida de quem não tem um lugar digno para morar em meio à pandemia
Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Foto: AAN/Reprodução
11/03/2021  18h30 Prefeitura realizará testes RT-PCR em assintomáticos no Soledade
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Foto: Agência Brasil/Reprodução
11/03/2021  17h30 Em dois novos editais, IBGE abre inscrições para 114 vagas em Sergipe
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Foto: SSP/SE/Reprodução
11/03/2021  16h10 Polícia prende suspeito de furtar prédio do antigo PAC do Siqueira
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Foto: SES
11/03/2021  16h10 Com aumento de casos, Sergipe teme falta de insumos hospitalares
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos