Acusados de abusar e assassinar criança de 7 anos são presos
Cotidiano 11/05/2012 09h22Por Adriana Meneses
A polícia prendeu, na tarde desta quinta-feira (10), Wanderson Silva dos Santos, conhecido como "Júnior", 23 anos, acusado de abusar sexualmente e depois assassinar sua enteada, uma criança de apenas de 7 anos de idade. Também foi preso Genivaldo da Conceição, 26 anos, conhecido como "Geninho", que teria participado do crime.
De acordo com o delegado Leógenes Corrêa, a vítima estava desaparecida desde a última segunda-feira (7), e seu corpo foi encontrado, na tarde desta quita-feira, dentro de um saco plástico, abandonado em um terreno, no povoado Alto do Santo Antônio, em Neopólis, próximo a casa onde a criança morava.
Ainda de acordo com o delegado, o corpo da criança estava somente de calcinha e apresentava sinais de tortura e de abuso sexual. Informações colhidas de vizinhos dão conta que Wanderson não gostava da enteada, e que por diversas vezes disse que não havia necessidade de informar a polícia o desaparecimento da menina.
Após a prisão, durante depoimento, Wanderson disse que praticou o crime no mesmo dia em que a garota desapareceu. Ele contou que estava bebendo com seu comparsa nas em uma casa proximidades do terreno onde aconteceu o crime, quando atraiu a vítima para um local distante, com a desculpa de que iria tirar manga, foi então que ele aproveitou estar sozinho com a vítima, amarrou a menina em um cajueiro e foi chamar seu comparsa Genivaldo, que abusaram sexualmente da garota, a enforcaram e, após a sua morte, colocaram-na em um saco plástico e jogaram o corpo no matagal.
Já o segundo acusado, Genivaldo, disse em depoimento que foi cúmplice por que teria recebido a promessa ganhar R$ 1 mil pela morte da criança. Ele infomou ainda que a quantia seria paga, quando a mãe da vítima recebesse o dinheiro do salário maternidade.
O delegado informou que aguarda o laudo do IML, para imputar os crimes contra os acusados. Caso o laudo seja comprovado abuso sexual, a dupla vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável seguido de morte, cuja pena pode ser de 12 a 30 anos de prisão. Caso não seja comprovado o estupro, os acusados vão responder pelo crime de homicídio qualificado, que também tem pena prevista entre 12 e 30 anos de reclusão. Nos dois casos, Genivaldo e Wanderson vão responder pelo crime de ocultação de cadáver.
Eles continuam presos, mas por medidas de segurança, o delegado achou necessária fazer a transferência dos acusados para outra delegacia, fora de Neópolis.

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