Afirmações de Goretti sobre dívidas repercutem em assembleia
Médica sindicalista diz que situação da saúde é caso de polícia
Cotidiano 22/01/2013 17h11

Por Sílvio Oliveira

O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) realizou na tarde desta terça-feira, 22, no auditório da sede sindical, em Aracaju, uma reunião para discutir com a categoria a campanha salarial 2013. A data-base é em fevereiro, mas ainda não houve uma reunião com os gestores municipal e estadual e ainda não foi marcada nenhuma reunião.

Eles pretendem começar uma nova discussão sobre a valorização dos médicos e da carreira, a luta por concurso público e melhoria das condições de trabalho. Na oportunidade, foram socializadas as palavras da secretária municipal de Saúde, Goretti Reis, que realizou uma coletiva na manhã desta terça-feira, com o intuito de mostrar como recebeu a pasta pública da gestão Edvaldo Nogueira. Dívidas e medicamentos vencidos deram o tom da entrevista da secretária.

A médica Glória Tereza Lopes, membro do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) e presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria (foto ao lado), classificou a situação da secretaria municipal de Saúde de Aracaju como caso de polícia, já que uma administração diz ter deixado dinheiro no caixa e a gestão atual afirma que somente tem dívidas. “Tem que haver uma auditoria e o Tribunal de Contas deve avaliar o que realmente acontece”, afirmou.

Glória Tereza destacou que foi mostrado a categoria a mesma proposta de luta de 2011 e 2012, posto que na gestão de Edvaldo Nogueira se colocou em prática o Plano de Cargos e Carreira da categoria, consid

erado um avanço. Porém, segundo a sindicalista, o que deve avançar é a questão do concurso público, com preenchimento de vagas com profissionais eletivos, e incentivos para que não haja tanto pedido de demissão.

Contrato médico

Na assembleia, também repercutiu o pronunciamento da secretaria de Saúde de Aracaju, Goretti Reis, em querer contratar profissionais, o que, segundo os sindicalistas, é um paliativo emergencial que demonstrou não ter funcionado. “Os médicos são pagos por RPA [Recibo de Pagamento Autônomo] e não tem nenhum vínculo. Eu posso faltar, não sou obrigada e não tenho como sofrer nenhuma penalidade”, afirmou Glória Tereza.

A médica destacou que se que a categoria pleiteia concurso público e que haja atrativos para não ocorrer tanto pedido de demissão na Rede de Saúde. “Queremos vínculo, que possa ter uma carreira estável, que haja dedicação e estabilidade no vínculo. A fidelização há um ganho social e garantia de assistência”, disse.

Quebra galho

O presidente do Sindimed, João Augusto, foi mais enfático e lembrou que neste momento os médicos necessitam mostrar a importância do efetivo, com o intuito de mostrar à população quem realmente trabalha na Rede de Saúde. “A população começará a fazer a diferenciação entre os profissionais”, destacou.

Para ele, médico não deve ser quebrado galho da Prefeitura de Aracaju, já que, por vezes, é de conhecimento que cobre a falta na escala de plantão.

Foto: Sílvio Oliveira

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