Agentes de medidas socioeducativas fazem paralisação de advertência
Cotidiano 01/07/2013 10h30Por Elisângela Valença
O Sindicato dos Agentes de Segurança em Medidas Socioeducativas (Sindasse) está realizando uma paralisação de advertência de 24 horas. A principal reivindicação é com relação ao pagamento de horas extras de trabalho.
Segundo o presidente, Sidney Guarany, os agentes trabalham 16 horas a mais todas as semanas. “Nós damos dois plantões 24 horas por semana e não recebemos nada por isso”, disse. “Nossa carga horária oficial é de 44 horas semanais e, desde que a carreira passou a existir no Estado, há seis anos que estamos nesta situação”, acrescentou.
“Nós somos CLTistas [as regras de trabalho seguem a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT –, e não as regras de servidor público], podemos receber horas extras”, afirmou Sidney. “Somos ligados a uma fundação [Fundação Renascer], como as fundações de saúde. Por que lá eles recebem horas extras e nós não recebemos?”, questionou.
Na visão de Sidney, o ônus para os cofres públicos em não pagar as horas extras é maior. “A Fundação Renascer teve que pagar mais de R$ 200 mil para três agentes que entraram com ações trabalhistas. Imagina se todos resolverem fazer isso?”, indagou.
O presidente do sindicato está aguardando uma posição da Fundação e deve convocar uma assembleia geral da categoria ainda esta semana. “A categoria vai decidir se entra em greve, como em 2012, ou não”, informou.
A Fundação Renascer se pronunciou pela nota de esclarecimento abaixo:
“A Fundação Renascer e a Secretaria de Estado de Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) reafirmam que sempre estiveram abertas ao diálogo e a negociação quanto às reivindicações dos agentes de segurança, bem como dos servidores das demais categorias.
A diretoria executiva da Fundação Renascer recebeu em 25 de junho o Ofício nº 025/2013 cujo teor aborda a paralisação de advertência das atividades da categoria nesta segunda-feira, 1º de julho, com a garantia de manutenção dos serviços essenciais.
No que se refere ao “não pagamento das horas extras”, apontado como a motivação principal desta paralisação, a Fundação esclarece que a matéria encontra-se jurisdicionalizada e coleciona inúmeras decisões judiciais embasadas na inexistência de horas extras.
Além disso, existe também manifestação oriunda da Procuradoria Regional do Trabalho – 20ª Região, em que consta a manifestação do Sindicato dos Agentes de Segurança pelo regime de plantão de 24x72h, sob a justificativa de que os agentes usufruem intervalos, inclusive dormindo nos alojamentos.
A diretoria executiva da Fundação Renascer informa ainda que envidará todos os esforços para garantir a manutenção do atendimento nas unidades socioeducativas durante a paralisação.”

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
