Agentes de trânsito cobram aprovação de projetos na CMA
Cotidiano 28/02/2018 11h20 - Atualizado em 28/02/2018 13h10Por Fernanda Araujo
Os agentes de trânsito da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT) se concentraram na manhã desta quarta-feira (28) na Câmara Municipal de Aracaju para cobrar o Plano de Carreira e Salários e o envio à Casa Legislativa da proposta que concede o benefício do adicional de periculosidade a toda categoria.
Segundo o presidente do sindicato da categoria (Sindatran), Fábio Bulandeira, o plano de carreira chegou a ser elaborado pelo sindicato e oficializado pela SMTT, que posteriormente o enviou para a Prefeitura. Mas, até o momento, não houve discussões sobre a proposta.
“Aguardamos ser chamados pela prefeitura para discutir se a proposta é viável ou se eles têm outra sugestão. Mas a nossa proposta é baseada na realidade do município”, diz o agente, que não deu detalhes sobre o que prevê o Plano.
Além disso, a categoria cobra uma regularização no recebimento de periculosidade dos agentes. De acordo com Fábio Bulandeira, 55 agentes não recebem o benefício, o que leva à falta de isonomia salarial. Ele afirma ainda que o pleito está desde agosto do ano passado “emperrado” na Secretaria de Planejamento do município (Seplog).
“A gente está cobrando o envio desse projeto para aprovação na Câmara. Esse adicional seria de 30% em cima do salário base, que é de R$ 1.333. É um serviço perigoso que nós exercemos e atualmente alguns recebem e outros não”, critica.
Para discutir os pleitos, os agentes também participaram hoje de uma reunião com os vereadores Fábio Meirelles, professor Bittencourt, Seu Marcos, Thiaguinho Batalha e Jason Neto. “Os vereadores são sensíveis às causas dos agentes, a grande maioria nos apoia, mas depende principalmente do Executivo mandar os projetos para a Casa”, afirma o sindicalista.
Condições salariais e de trabalho
O Sindatran relata também os problemas no ambiente de trabalho e os baixos salários dos agentes, que “possuem a pior média salarial de todas as capitais do país e chegam a ficar atrás, inclusive, de municípios sergipanos como Socorro e Lagarto”.
Fábio Bulandeira declara ainda que “faltam materiais de sinalização, existem capacetes vencidos, motocicletas com mais de oito anos de uso e que apresentam defeitos constantes, além de serem inadequadas para o serviço, pois não têm sirene”.
Em nota, a assessoria da comunicação da SMTT informou que "a atual gestão está empenhada em analisar e atender as demandas dos agentes de trânsito, que prestam um serviço essencial para a população da cidade". O superintendente da SMTT, Aristóteles Fernandes, e o secretário Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão, Augusto Fábio, devem se reunir ainda nesta quarta para tratar dos temas pleiteados. Ainda segundo a assessoria, contudo, "a realidade financeira da Prefeitura de Aracaju não permite uma resolução imediata".
Foto: cedida por Fábio Bulandeira
Atualizado para acréscimo da nota da SMTT

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