Agentes de trânsito e guardas municipais de Aracaju podem entrar em greve
Cotidiano 14/03/2018 09h36 - Atualizado em 14/03/2018 11h07

Por Saullo Hipolito*

O Sindicato dos Agentes de Trânsito (Sindatran) e os guardas municipais de Aracaju realizaram uma manifestação em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura na manhã desta quarta-feira (14). O objetivo foi discutir situações financeiras que prejudicam os servidores, junto ao prefeito Edvaldo Nogueira.

A principal cobrança por parte dos Agentes de Trânsito ao gestor municipal faz referência a um pedido de respeito ao direito do Adicional de Pediculosidade de 60 trabalhadores admitidos em 2016. Esse projeto encontra-se na Secretaria de Planejamento do Município (Seplog), o pedido é para que seja enviado à Câmara de Vereadores para apreciação e aprovação.

A categoria também cobra a implantação do plano de cargos e salários. A luta dos trabalhadores que cuidam do trânsito de Aracaju é por isonomia salarial e igualdades de direitos perante as diversas categorias da PMA. De acordo com representantes dos agentes, todos os trâmites foram realizados, passando pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), por perícia, financeiro e um cálculo realizado consta que é necessário cerca de R$ 40 mil para regularizar a situação.

Na manifestação desta quarta-feira (14) participaram apenas agentes que estavam de folga, com o objetivo de não prejudicar o trânsito da cidade, mas há uma possibilidade de greve, ainda sem data marcada, caso não haja posicionamento da PMA..

Segundo a agente de trânsito Verônica Pinheiro, não houve avanço na reunião com o secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), Augusto Fábio. “Possivelmente teremos uma outra manifestação marcada por esses dias”, afirma a agente.

Guardas Municipais

O ato teve por objetivo, segundo o Sindicato dos Guardas Municipais de Aracaju (Sigma), cobrar da prefeitura uma solução definitiva em relação a situação dos guardas auxiliares, que há mais de um ano vêm sofrendo com a redução dos vencimentos em torno de 700 reais. Até o momento nada foi resolvido.

O Sindicato diz ainda que embora o prefeito já saiba como resolver o problema, ainda não disse quando o fará. “O Sindicato por diversas vezes tem tentado o diálogo com a administração, no entanto ainda não obteve sucesso. Os guardas seguem com um calendário de manifestações durante todo o mês de março, sendo que esse de amanhã será o terceiro ato”.

Segundo a assessoria de comunicação do sindicato, a expectativa é que a situação seja resolvida dentro do mês de março, caso não seja, uma assembleia será realizada no mês de abril para que seja instaurada uma greve geral entre os trabalhadores.

* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araujo.

Foto: Fan FM

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