Agentes penitenciários de Sergipe podem entrar em greve
Sindicato denuncia condições precária de trabalho nos presídios Cotidiano 02/01/2015 16h01Por Aline Aragão
Após a fuga de oito detentos do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), localizado em São Cristóvão, na Grande Aracaju, na noite dessa quinta-feira (1º), o Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Secretaria de Estado da Justiça (Sindpen) fez duras declarações sobre as péssimas condições de trabalho dos servidores e não descarta a possibilidade de uma paralisação.
Uma delas diz respeito a revista de visitantes. No Copemcan, por exemplo, a máquina de RX utilizada na revista está quebrada, o que pode facilitar a entrada de objetos proibidos como armas, drogas e telefones. Segundo o Sindicatos, as duas armas utilizadas na fuga de ontem já estavam dentro do presídio com os detentos que fugiram. "Eles esperaram o momento oportuno e renderam o agente, ameaçando-o com a arma apontada para cabeça", disse Marcelo Soares, vice-presidente do Sindpen.
Segundo Soares, a situação nos presídios está complicada, e fatos como esses são recorrentes. Ele conta que no Copemcan tem mais de 3 mil detentos, e ontem, tinham apenas oito agentes trabalhando. "Tem pavilhões de 500 presos para apenas um agente tomar conta, a situação é critica e faz tempo que estamos noticiando os fatos, mas não fazem nada", reclamou.
Outro problema identificado no Complexo Penitenciário é a falta de iluminação, toda a frente do presídio e ruas de acesso estão completamente as escuras, inclusive as guaritas de segurança. "As lâmpadas queimaram e nunca foram trocadas, não há manutenção. Mas o problema é geral, além do pequeno efetivo no estado, também faltam equipamentos de segurança, como colete balístico, armas e munição", denúncia Marcelo.
Uma reunião entre a direção do Sindpen com o secretário de justiça estava marcada para hoje (02), as 15h.

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