Agentes penitenciários evitam fuga no Copemcan
Corda de lençóis e outros objetos ilícitos foram apreendidos Cotidiano 13/06/2017 14h55 - Atualizado em 13/06/2017 15h40Por F5News
A Secretaria de Justiça de Sergipe (Sejuc) confirmou na tarde desta terça-feira (13) a descoberta de um plano de fuga no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan). Internos do pavilhão 1, planejavam fugir depois da visita dos familiares.
Segundo as informações, agentes e guardas prisionais perceberam o comportamento estranho por parte de alguns internos, na tarde de ontem (12), começaram a investigar e descobriram o plano.
Durante uma revista os agentes encontram um buraco no pátio onde os presos tinham escondido uma corda feita de lençóis, popularmente conhecida como “teresa”.
A direção do Copemcan abriu um procedimento administrativo para apurar responsabilidades. No pavilhão 1 estão recolhidos 220 internos.
Objetos são arremessados com facilidade na penitenciária
Em uma nova revista realizada na manhã de hoje, os agentes apreenderam diversos objetos ilícitos como celulares, carregadores, fones de ouvido, agulhas e tintas para tatuagem.
Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Sejuc (Sindpen), o material foi encontrado no pátio destinado ao banho de sol dos detentos momentos antes da abertura dos portões da Ala A, no Pavilhão 3. Nesta área, havia somente três agentes penitenciários para fazer a segurança de 500 detentos.Segundo o presidente do Sindpen, Luciano Nery, objetos são facilmente arremessados para dentro do presídio, algo que tem se repetido com bastante frequência. “Por causa do baixo efetivo de agentes, somente duas das 13 guaritas do Copemcan estão ativadas. Com essa situação, fica inviável fazer uma segurança de qualidade. As pessoas se aproveitam das áreas com guarita desativada para arremessar objetos para o lado interno do presídio”, denuncia.
O Copemcan tem capacidade para 800 presos, mas atualmente abriga 2500. A unidade concentra mais de 50% do total de detentos de Sergipe.
O Sindpen alerta, mais uma vez, para a urgente necessidade de concurso público e aumento do efetivo de agentes penitenciários. O último concurso foi realizado em 2001 e o efetivo está prestes a ficar cada vez menor, já que em 2017 pelo menos 50 agentes estão para se aposentar.
*Com informações da Sejuc e Sindpen

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

