Alunos de Aracaju alcançam 2º lugar em regional de judô
Cotidiano 14/09/2017 17h51

A participação da equipe de judô da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Juscelino Kubitscheck na Open Nordeste Sicred de Seleções de Judô, em Maceió (AL), no último sábado, 9, gerou um excelente resultado. Foram quatro medalhas de ouro, três de prata e dez de bronze, que levou Sergipe para o segundo lugar geral do Nordeste e classificou os judocas para  a Copa Internacional de Judô, que acontece em Fortaleza (CE), no dia 25 de novembro.

"Esse é um resultado além do que esperávamos e surreal para a nossa realidade. Eles ainda estão em clima de festa e já esperançosos para a próxima viagem. Temos algumas dificuldades com as condições financeiras, mas iremos buscar apoio e conseguiremos”, afirma contente o professor de judô, Vicente Gamo Neto.

O diretor adjunto da Emef, Cláudio de Brito, considera que os alunos já são guerreiros da vida, por virem de comunidades bem carentes dos bairros Coroa do Meio e Santa Maria. “Mesmo com vários atrativos negativos, como as drogas e a criminalidades, eles estão aqui diariamente na escola treinando. Para nós da escola, o judô é uma atividade bem importante e sempre motivo de grande orgulho”, ressalta.

Essa foi a terceira viagem para campeonatos de judô do aluno Jhemisson Batista, 9º ano, e ele afirma que é sempre uma experiência muito boa. “Dessa vez eu enfrentei adversários muito difíceis, mas consegui vencer. Agora eu pretendo me preparar para Fortaleza, treinar ainda mais e conquistar o meu objetivo maior, que é a medalha de ouro”, explica o judoca.

A judoca Josefa Filha estudou na Emef até completar o ensino fundamental. Mesmo mudando para outra escola, continuou treinando judô na JK para seguir firme no seu sonho e garantiu uma das medalhas de ouro da equipe. Aos 18 anos, já no 2º ano, prestes a concluir o ensino fundamental, Josefa já decidiu o futuro que irá seguir.  “Eu quero me tornar professora de judô. Vou fazer faculdade de educação física e unir o útil ao agradável porque eu amo o judô. Eu era uma menina muito bagunceira na escola, vivia indo para a diretoria e o esporte me transformou. Hoje isso mudou e quando o diretor me chama para conversar, é só para receber elogios”, afirma.

“Eu devo muito ao sensei Vicente. É ele que sempre estimula a todos nós a não desistir do tatame. O apoio dele pra mim é muito importante. Posso dizer que não tive o amor de pai e ele é como um pai. Só a presença dele nas minhas lutas já me passa muita força e confiança para vencer”, ressalta Josefa.
 

Fotos: Walter Martins.
Fonte: Ascom/Semed

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