Alunos de escola estadual realizam ato e pedem exoneração da diretora
Eles reclamam da modo grosseiro como são tratados
Cotidiano 14/07/2014 10h39

Por Will Rodrigues

Revolta e Indignação. Foram estes os sentimentos levados à sala de aula pelos alunos da escola estadual Djenal Queiroz, no bairro São José, nesta segunda-feira (14). 

Além dos problemas na infraestrutura da unidade de ensino e da monótona merenda distribuída diariamente, a falta de diálogo com a diretora e o seu modo de gestão são fatores que motivaram os estudantes a suspenderem as aulas e realizarem um ato na manhã de hoje. Gritando palavras de ordem, os mais de 400 alunos do ensino médio cobram uma intervenção imediata da Secretaria de Estado da Educação (SEED).

De acordo com o presidente do grêmio estudantil da Djenal Queiroz, Leonardo Feitosa (foto ao lado), a precariedade da estrutura do prédio expõe os alunos, e também os funcionários, a vários ricos. “Nós queremos que todas as tomadas quebradas sejam consertadas porque há lugares que a gente passa e corre o risco de tomar um choque. As janelas das salas de aula também estão quebradas, mas ela disse que não havia necessidade de consertá-las. Os corrimões das escadas estão enferrujados e ela mandou um funcionário da noite pintar, mas isso tá errado, ela precisava solicitar uma verba e um pintor da SEED. Os refletores da quadra estão queimados. E apesar de fazerem propaganda de que esta é uma escola onde há acessibilidade, o elevador tá quebrado”, relata.

E para complicar ainda mais a situação, segundo Leonardo, a diretora tem dificultado o relacionamento com os alunos, se recusando a ouvir as suas demandas. “A nossa diretora não sabe receber os alunos. Já virou as costas pra mim duas vezes, já bateu a porta na minha cara e na cara do pessoal da USES. Ela sempre é ignorante com a gente, sempre se equívoca, explode e não resolve nada. Nós queremos que ela saia daqui”, reclama.

O aluno critica também a qualidade das merendas que são distribuídas. O presidente do grêmio denuncia que o cardápio elaborado pela SEED (veja foto ao lado) nunca foi implantado na escola, apesar de haver uma merendeira. “Desde quando o colégio foi inaugurado a gente não come feijão, arroz, macaxeira. Até hoje só chegou queijada, broa, bolinho e suco de caju”, lamenta, enquanto uma equipe da SEED chegava a escola para fazer a entrega dos itens acima citados por Leonardo.

A reportagem do portal F5 News tentou ter acesso às dependências da escola, mas foi impedido pela secretária do colégio. Na foto abaixo, cedida pelos alunos, um exemplo do estado da estrutura do prédio. Para tentar resolver a questão, a diretora se reuniu com uma comissão do grêmio estudantil e uma equipe da SEED.

A assessoria de comunicação da SEED informou, por meio de nota, que a "Secretaria já está dialogando com o Grêmio do Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz e com a direção da USES para buscar as soluções para as demandas da unidade de ensino". 

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