Alunos de escola na zona de expansão protestam pela falta de estrutura
Cotidiano 22/01/2014 15h30Por Willams Rodrigues
Os alunos da escola estadual Leonor Teles de Menezes, no povoado Mosqueiro, em Aracaju (SE), estão indignados com a precariedade da estrutura física da instituição, que desde a sua fundação, há mais de 40 anos, não passou por nenhuma reforma. Durante a tarde e noite de ontem (21) eles paralisaram as aulas e se reuniram na frente do colégio para protestar. Eles bloquearam a Rodovia dos Náufragos com pedaços de madeira, bicicletas e pneus em sinal de repúdio ao péssimo estado de conservação do ambiente educacional.
O colégio é o único do povoado que oferece a modalidade de ensino médio e atualmente atende a cerca de 800 alunos nos três turnos, mas os problemas pelos quais a escola tem passado afastam os estudantes, como relatou a líder do Grêmio Estudantil do Leonor Teles, Laís Santos. “A escola nunca foi reformada, as instalações elétricas estão danificadas, nós não temos merendeiras, porteiros e a falta de segurança faz com que a gente fique com medo de vir estudar porque, além de não ter um espaço adequado, já houve registros de violência dentro da escola e também do lado de fora”, afirmou.
Segundo Laís, há duas semanas atrás, parte do forro de uma das salas de aula cedeu e por sorte não havia pessoas no local na hora do ocorrido, pois a escola estava em recesso. “Essa já é a terceira vez que isso acontece, inclusive até o forro da cantina já caiu e quando chove as salas ficam molhadas”, disse. Ela ainda denunciou que, com a falta de funcionários, os alunos assumem as funções de serventes e cozinheiros. “Nós temos que limpar o colégio e fazer as merendas porque senão os alimentos vão passar da validade”, revelou.
A associação de moradores do Mosqueiro e os pais dos alunos manifestaram apoio às reivindicações feitas pelo corpo discente. “Em novembro nós tivemos uma reunião com o secretário de Educação e ele afirmou que a escola seria reformada a partir do mês de janeiro, mas até agora nenhum projeto foi apresentado”, ressaltou o representante da associação de moradores, Rafael Siqueira. Já a dona de casa Maria Auxiliadora, que é mãe de três alunos, reclamou da estrutura do colégio. “Aqui não possui nenhuma condição de trabalho para os alunos e muito menos para os professores que até têm disposição de trabalhar, mas também sofrem com essa situação”, disse.
A diretora da escola estadual Leonor Teles de Menezes não quis conceder entrevista à reportagem de F5News e também não permitiu acesso às dependências do colégio. Em nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação informou que “o projeto de engenharia para poder iniciar a licitação para a reforma da escola está em fase de conclusão. Enquanto a reforma não é iniciada, uma equipe de manutenção será encaminhada à escola para executar reparos emergenciais.A Seed contesta a denúncia dos alunos de que alguns estariam fazendo a merenda escolar por falta de merendeira. Esta informação não procede, bem como não procede a informação de que eles estejam executando qualquer outro tipo de atividade na escola que não seja o de estudar. “O aluno vai para a escola para estudar e não para fazer qualquer tipo de atividade que não tenha esse objetivo”, reforça a assessora de comunicação, Ofélia Onias.
A Seed reconhece que existe uma carência de pessoal no seu quadro funcional de apoio às escolas, mas o problema em breve será solucionado. A equipe técnica do governo está analisando a possibilidade de efetuar a contratação temporária, fazer concurso ou terceirizar a mão de obra dos vigilantes, executores de serviços básicos e merendeiras.”*Fotos Cedidas pelo Alunos

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