Alunos dizem que falta estrutura em escola de São Cristóvão
Uses acusa a direção de ter proibido protesto Cotidiano 04/08/2015 14h55Por Fernanda Araujo
Estudantes do Colégio Estadual Hamilton Alves Rocha, localizado na parte alta do conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão (SE), tentaram realizar um ato em protesto às condições estruturais da escola, nesta terça-feira (4), mas foram impedidos de sair pela diretoria, segundo o presidente da União Sergipana dos Estudantes Secundários (Uses), Jan Victor.
“A reforma da quadra já está atrasada há um bom tempo. Está cheia de problemas, uma direção altamente autoritária e está impedindo a manifestação dos estudantes”, relata.
Nessa segunda-feira (3), os estudantes bloquearam os dois lados da Rodovia João Bebe Água, com uma barreira formada por pneus queimados, durante um protesto em conjunto com alunos de outras duas escolas do Município.
Segundo os alunos, a escola está sem aula porque não tem professores em grande parte das disciplinas. “Além disso, falta alimentação, não tem banheiros limpos. A estrutura da escola como um todo está com problemas”, reclama Jan Victor.Em abril do ano passado, nessa mesma escola, parte do telhado de uma das salas caiu e um mês depois foi a vez da estrutura metálica da cobertura da quadra cair no momento em que estava sendo desmontada. Apenas o funcionário que fazia o trabalho chegou a se ferir levemente.
Seed
A Diretoria Regional de Educação (DR8), da Secretaria de Estado da Educação (Seed), afirma que, por causa da greve dos servidores do Estado, alguns serviços básicos e administrativos foram interrompidos, a exemplo da limpeza e preparação de merenda escolar.
“Produto para fazer a merenda não faltou, o que está faltando é o pessoal. Em algumas escolas tem alguns que estão indo, mas tem outras em que o diretor da escola está se virando como pode”, afirma o diretor Everaldo Fontes.
O professor Gaspeu, como é conhecido, nega que a escola precise de reforma geral e explica que a quadra de esportes já entrou em reforma, porém está aguardando aditivos para a construção de um muro em volta dela. Sobre esse aditivo, ele informou que somente o engenheiro responsável pode falar sobre valores.
“Não tem problema de estrutura na escola, com exceção da quadra que foi feita uma nova. No projeto não tinha muro, mas a gente solicitou porque havia pessoas de fora da comunidade escolar que estavam tendo acesso à quadra e às dependências da escola”, relata o diretor.
A respeito da diretoria da escola, Gaspeu diz que nenhum tipo de denúncia foi encaminhada ao DR 8 e justifica que na escola há alunos de pouca idade e, portanto, só podem sair antes do fim da aula com autorização dos pais ou responsável.
“O diretor foi votado e eleito por eles. Daqui há um ano e meio mais ou menos terá nova eleição. E temos professores que não estão ministrando aula por motivos particulares”, afirmou.
Fotos: Divulgação
*Colaborou Will Rodrigues

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