Alunos do Francisco Rosa estão sem estudar e querem resposta da SES
Sujeira, instalações precárias e falta de segurança são algumas queixas
Cotidiano 18/04/2013 11h45

Por Fernanda Araujo

Banheiros quebrados, corredores sujos e com água parada, salas sem ventilação e energia, bebedouros enferrujados, estas são algumas das condições vividas pelos alunos da Escola Estadual Francisco Rosa, localizada no conjunto Bugio, em Aracaju (SE). Além disso, vítimas da insegurança, eles se depararam com o furto de fiações, ventiladores, quadros, e carteiras quebradas quando bandidos invadiram a escola no fim de semana passado. Para facilitar a ação, os assaltantes retiraram forros de PVC das salas de aula.

Desde a segunda-feira passada (15) as aulas na instituição estão suspensas em ato de protesto dos alunos e professores. Por conta da precariedade na estrutura da escola e da segurança, a comunidade escolar está de braços cruzados à espera de uma ação imediata da Secretaria de Estado da Educação (SES) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

“A SES e a SSP se esqueceram de nós, qualquer pessoa pode entrar, não se sabe quem é aluno ou não, os alunos estão sendo roubados dentro da própria escola. Não tem polícia e nem vigilante, só uma pessoa está se dedicando para estar conosco todos os dias porque não tem outros. Tem mato, salas cheias de formigueiros, os alunos entram para estudar e saem todos picados pelas formigas, forros caindo, salas sem ventilação porque os ventiladores foram roubados, em menos de 15 dias a escola foi roubada duas vezes. Estamos de luto, a segurança e a educação de nossa comunidade morreram”, relata Jeovânio Carvalho (foto ao lado), ex-aluno da instituição, mas à frente da manifestação.

Ainda de acordo com os alunos, há mais de 15 dias o terceiro ano do Ensino Médio não tem nenhum dia de aula. Por conta disso, a pretensão da direção era reunir 90 alunos em apenas uma sala de aula, fato impossível pelas condições em que elas se encontram. Enquanto F5 News esteve no local, funcionários estavam capinando e limpando as salas de aula. “Estão fazendo isso só porque o secretário disse que viria”, indignou-se uma aluna.

Professores mobilizados com a situação também pedem ações urgentes. “O foco é a estrutura, mas já tiveram casos piores. Uma professora pegou dengue hemorrágica aqui e teve sequelas. Trabalhar no Francisco Rosa é muito difícil, o calor nas salas de aula é insuportável, assim como eu, professores já passaram mal e alunos também. Estamos pedindo o óbvio, o Estado tem que prover e é responsável por isso”, disse o professor Paulo Sérgio (foto ao lado).

Como prometeu, o secretário Belivaldo Chagas chegou ao local para conversar com os alunos. De acordo com Jeovânio a conversa foi boa, mas não tanto explicativa como esperavam. A reforma da escola não tem data prevista, mas algumas providências já foram tomadas. A iluminação e os ventiladores estão previstos para serem instalados na próxima semana; foram solicitados bebedouros, mas, por enquanto, apenas um foi levado. Sobre a segurança, a partir de amanhã sete vigilantes estarão na escola, quatro por turno e três aos finais de semana. Ainda também sem data prevista, representantes de alunos e professores farão uma nova reunião com o secretário.

 

Atualizado para acréscimo de informações

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