Alunos do IFS, assustados com onda de assaltos, clamam por proteção
Cotidiano 04/02/2014 18h30Por Laís de Melo
No ano de 2013 a aluna Lenne Dias iniciou seus estudos em Empreendedorismo no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS), localizado no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju. Faltando poucos dias para a conclusão do curso, ela aguardava o ônibus na parada de embarque/desembarque próxima à instituição, por volta das 21h30, quando foi surpreendida por dois assaltantes armados. Lenne ficou tão assustada com a abordagem que correu e tentou se esconder nas proximidades, onde desmaiou e precisou de ajuda médica para se recuperar.
Quase um ano se passou e, segundo a estudante, a situação prossegue descontrolada, com assaltos acontecendo frequentemente. Ela teme que algo trágico aconteça com os alunos do IFS. “Será que os governantes irão fazer algo só quando algum aluno acabar morto?”, questiona Lenne. Ela ressaltou que o perigo na área é constante, os assaltos acontecem diariamente, tanto pelo turno da manhã, quanto pela noite, cenário que impossibilita os estudantes de usar o transporte público com tranquilidade em seus deslocamentos.
Com a quantidade de assaltos que vêm acontecendo na área, os alunos estão se sentindo ameaçados e resolveram realizar uma manifestação para chamar atenção dos responsáveis e clamar por uma segurança mais efetiva. Porém, não são apenas os alunos que se encontram à mercê dos bandidos: o proprietário da banca de revistas Aracaju, que fica ao lado do IFS, Carlos Cruz (foto abaixo) disse que já foi assaltado 13 vezes. “Eu já prestei queixa umas três vezes, mas como não adianta nada, deixei pra lá”, afirmou.
Além disso, Carlos revelou que muitas meninas correm para a sua banca chorando para pedir proteção. “Inclusive eu já emprestei meu celular para uma ligar para o 190”, acrescentou. Segundo o comerciante, os alunos perdem tênis, cadernos, celulares e relógios com frequência. Segundo uma das alunas do IFS e organizadora da manifestação, Edileuza Rocha, na semana passada cerca de 20 alunos foram assaltados no ponto de ônibus e perderam seus aparelhos de telefone.
“Nós precisamos de um policiamento melhor. A polícia já deve estar sabendo do que anda acontecendo. Por isso vamos fazer a manifestação, nós queremos sensibilizar, chamar atenção sobre a situação”, explicou.
Porém, o responsável pelo policiamento na capital, coronel Jackson Nascimento, foi enfático ao dizer que a polícia tem feito a parte dela e que, inclusive, conseguiu diminuir o número de ocorrências naquela região. O coronel acredita que esse não é um trabalho apenas da polícia, e que outros órgãos deveriam estar presentes.
O diretor de ensino do IFS, Gervarzio Lessa, ratificou que os assaltos têm assombrado alunos e professores, e que, inclusive, há algum tempo a instituição tenta alguma solução. “Há muito tempo estamos batalhando por um melhor policiamento. Já enviamos documentos ao reitor até, para ele enviar o ofício. Graças a Deus que até agora não houve agressões físicas”, disse.
O IFS, segundo Gervarzio, apoia o ato dos alunos que acontecerá nesta quarta-feira (05) às 18h, e espera que algo seja feito em prol da segurança dos estudantes.

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