Ambulantes geram confusão na região dos mercados
Fiscais da Emsurb chegam a ser ameaçados e comércio formal reclama
Cotidiano 25/02/2013 12h00

Por Elisângela Valença

No início dos anos 2000, a região dos mercados Thales Ferraz e Antônio Franco passou uma grande transformação. Os prédios foram recuperados e foi construído o Mercado Albano Franco. Todos os comerciantes da área, incluindo os ambulantes, foram alocados nos três mercados. Desde então, o comércio informal foi proibido, para evitar inúmeros transtornos, como sujeira em via pública, dificuldades no trânsito de pedestres e veículos, entre outros.

Mas os ambulantes que insistem em vender na área dão um trabalho árduo para os fiscais da Empresa Municipal de Serviços Urbano (Emsurb), órgão responsável pelos mercados. Eles chegam com carros de mão ou ‘bancas móveis’ e vão parando ao longo da estreita rua José do Prado Franco, situação que piora nas manhãs de sábado. “Todo dia a gente tira ambulantes daqui, só que, muitas vezes, eles não entendem nosso trabalho e acham que é mera encrenca de nossa parte”, disse o fiscal Emerson Gonçalves, que quase foi agredido numa abordagem a um ambulante.

“Quando vamos abordar, eles começam a gritaria e criam um pequeno tumulto, dizendo que estão sendo agredidos. Quem ouve apenas a gritaria, pensa que é verdade e, muitas vezes, acaba saindo na imprensa que os fiscais agrediram ambulantes”, disse Emerson. “Nós entendemos que eles estão tentando ganhar a vida deles mas, infelizmente, eles não podem ficar aqui e estamos apenas cumprindo nosso trabalho”, disse Carlos André Santos, outro fiscal.

O ambulante que estava sendo retirado não quis conversar com a equipe de reportagem. Ele retirou uma faca peixeira da parte de baixo do cesto de frutas, prendeu na bermuda e tentou o tempo todo retomar a discussão com o fiscal. Outros fiscais e populares tentaram acalmar o ambulante, que acabou indo embora.

Alguns comerciantes do local também reclamam dos ambulantes. “Eles vêm para cá, param em qualquer lugar, nas calçadas, na rua. Quando saem, deixam a sujeira. As pessoas não conseguem estacionar, andar direito nas calçadas”, reclamou uma comerciante que preferiu não ser identificada.

“É mau cheiro, sujeira, furtos, bagunça. Tudo causado pelos ambulantes”, reclamou outro comerciante que também preferiu o anonimato. “Eu não quero me identificar porque fico com medo deles. Eles são agressivos”, afirmou.

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