Amese convoca militares para entrar com ação contra o Governo do Estado
Ação foi motivada pelo atraso no pagamento dos salários de outubro
Cotidiano 01/11/2014 17h30

Por Fernanda Araujo

A Associação dos Militares de Sergipe (Amese) convocou os associados a comparecerem à sede da entidade para ajuizar ação de indenização por danos morais contra o Estado de Sergipe, em virtude do atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos.

Os salários relativos ao mês de outubro não foram pagos dentro do período respectivo. Na última quinta-feira (30) foram pagos os servidores da Secretaria de Estado da Educação de forma integral. Na sexta, foram pagos os demais servidores da administração direta, empresas, autarquias, aposentados e pensionistas até o limite de R$ 1.500,00. Os outros servidores, com salários superiores a esse valor, somente receberão no dia 11 de novembro.

O sargento Vieira (foto), presidente da Amese, diz que o pagamento do servidor é planejado conforme o orçamento e questiona o porquê de o atrasar para o dia 11. Segundo ele, não se pode fazer planos com o dinheiro do servidor.

“Estamos prejudicados, temos pagamento de cartão de crédito, prestações. Aí eu pergunto: quem vai pagar os juros? Quem tem que pagar é o governo. Isso está causando ansiedade e constrangimento e danos aos militares”, afirma. “Eu tenho filho, escola para pagar, sou pai de família, tenho minhas obrigações. Essa ação do governo foi antipopular e afeta todo mundo. A preocupação maior agora é saber se o pagamento de novembro e outros meses também serão atrasados. Fomos pegos de surpresa, não deu tempo nem da gente se programar. Isso é um estado de calamidade”, afirmou.

A associação disponibilizou a sua assessoria jurídica por intermédio do advogado Plínio Carlos para dar encaminhamento à ação. Cabe ao associado que se sentir prejudicado comparecer à Amese a partir da próxima segunda-feira (3) com os comprovantes de prestações e despesas, além dos documentos de identidade e CPF para entrar com a ação. A sede fica à rua Boquim, Centro, em Aracaju.

“Isso não é uma questão política, é de lógica. A sede estará aberta a partir das 8h, quero crer que os militares comparecerão. São aproximadamente 900 militares associados, entre policiais, bombeiros e pensionistas. Essa ação depende da vontade do associado, a associação sozinha não fará a ação. Quem não for associado pode se associar e entrar com a ação também”, esclarece sargento Vieira.

Foto: arquivo F5 News

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