Ano letivo começa com redução no atendimento em escolas de Aracaju
Secretaria de Educação aguarda autorização para contratar cuidadores
Cotidiano 09/02/2015 09h15

Por Elisângela Valença

Entre chorinhos e manhas, o ano letivo para a educação infantil da rede municipal de Aracaju começou nesta segunda-feira (9). Mas o chorinho não foi só da criançada. Pais e mães se queixavam da redução do atendimento nas escolas para as crianças de 2 a 5 anos de idade.

É que a turma desta faixa etária ficava na escola em período integral, manhã e tarde. A partir de hoje, elas ficam até às 11 horas da manhã. “As crianças de 2 e 3 anos ficarão até o meio-dia, porque eles almoçam na escola”, informou Ivanildes Santos, diretora da Escola Municipal de Ensino Infantil Nunes Mendonça, que fica no bairro Coroa do Meio, zona sul de Aracaju.

Na aula inaugural do ano letivo, a diretora explicou aos pais o motivo da mudança. “Infelizmente, não temos cuidadores em número suficiente para manter o período integral, das 7h às 17h. Do jeito que está nosso quadro, não temos como atender. Quando chegarem novos contratados, voltamos ao período integral. Apenas os bebês (até um ano e onze meses) ficarão o dia todo”, justificou, acrescentando que, para este ano, a escola tem duas turmas de 2 anos e três de 3 anos de idade, com uma média de 15 alunos por turma.

Segundo Pedro Rocha, assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação (Semed), já foi solicitada a terceirização de cuidadores. “Nós precisamos de 200 cuidadores, no mínimo, para normalizar o atendimento nas escolas infantis. “O processo está sendo analisado pela Seplog [Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento] e estamos no aguardo”, garantiu.

Ele disse ainda que o problema não foi resolvido nem com o último concurso. “Convocamos 240, mas apenas 105 compareceram. Destes, apenas 85 ficaram, mas 30 destes já pediram exoneração”, contou. Dentre os motivos destas saídas, está a ilusão. “Muitas pessoas fazem concurso apenas para entrar no serviço público e, quando dá de cara com a realidade do trabalho, como são os casos de cuidador e merendeiro, pedem para sair”, comentou.

Enquanto isso, os pais terão que fazer manobras na rotina para poder trabalhar. A cabeleireira Elizabete Santos Bispo ainda não sabe o que vai fazer. “Por enquanto, minha filha mais velha está de férias, vai ficando com ela. Mas quando as aulas dela começarem, sinceramente, não sei o que fazer, não tenho com quem deixar”, disse.

A situação da auxiliar de cozinha Vanderlúcia da Silva Carvalho de Jesus, é menos complicada. “Meu marido trabalha à noite, mas precisa repousar durante o dia. Vamos fazer um teste, colocando nosso filho pra dormir logo que chegar da escola para que ele possa repousar. Espero que dê certo”, afirmou.

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