Aparelho com sistema 3D do HC funciona sem autorização da Anvisa
Sistema deverá ser regularizado junto ao órgão em 60 dias Cotidiano 06/05/2013 15h38Por Fernanda Araujo
Em uma fiscalização recente da Coordenadoria de Vigilância Sanitária (Covisa) de Aracaju (SE) foi identificado que o aparelho de radioterapia que funciona com software 3D no Hospital de Cirurgia (HC), na capital sergipana, está sendo utilizado sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (6), a promotora Euza Missano explicou que por conta deste problema, sendo o Hospital de Cirurgia um prestador de serviço, o Município de Aracaju não tem como atestar se os pacientes estão, efetivamente, recebendo o tratamento 3D. “Para o Cirurgia não há ilegalidade na importação, na aplicação e na execução desses serviços, segundo informação em audiência, mas não há a autorização desse serviço na Anvisa”.
Para o coordenador da Covisa, Ávio Brito (foto ao lado), a regularização junto à Anvisa é indispensável para a continuidade desse tipo de tratamento contra o câncer. “A nossa preocupação é que providenciem o software, não tem jeito de fazer um trabalho desses sem o software registrado. Admito que não é um caso que vai se resolver em 10 ou 15 dias, mas tem que resolver o mais rápido possível. Não podemos abrir mão disso, se nossa equipe não cobrar estaremos prevaricando”, adverte.
Mas, de acordo com o diretor presidente do HC, Gilberto dos Santos, tratativas já foram realizadas desde junho do ano passado com prazos concedidos pela Covisa local. “Eu tive conhecimento desse problema, mas já fizemos a assinatura do convênio para a aquisição do novo software com registro da Anvisa”. O prazo é que aproximadamente em 60 dias o sistema estará em pleno funcionamento.
Nesses 60 dias a promotora Euza Missano afirma que não haverá paralisação da assistência. Pacientes com câncer de próstata no estágio I e II, e com câncer no sistema nervoso central, irão permanecer fazendo 3D no hospital Cirurgia, pago pelo Município de Aracaju, até a autorização desse serviço pela Anvisa.
“Mas ficou uma situação indefinida porque tem alguns critérios que o Ministério da Saúde não autoriza a realização de tratamento 3D, somente autoriza para câncer de próstata de estágio clínico I e II e sistema nervoso central, em alguns casos específicos o médico determina que seja 3D. Então, marcamos uma reunião para segunda-feira para que possamos discutir com o Estado e Município o protocolo específico para nós, Estado de Sergipe, para que esses pacientes tenham o tratamento 3D, e os médicos informem os benefícios desse tratamento”.
Huse
Já no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), a informação da Promotoria de Saúde é que o aparelho de radioterapia somente realizava procedimentos com softwares 2D, o que motivou uma ação civil pública no ano passado para que houvesse a implantação do sistema 3D; enquanto isso, os pacientes eram encaminhados ao Hospital Cirurgia.
Segundo a promotora, também no prazo aproximado de 60 dias o sistema já estará funcionando no Huse. “Quando começarem a operar, vai ter que diluir a fila e a expectativa é que não tenha mais, porque é um absurdo pacientes em espera com patologia tão grave”, ressalta.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

