Apenas 11% da área de mata atlântica é preservada em Aracaju
Cotidiano 11/11/2015 21h48Da Redação
Com 1.885 km² de mata atlântica, Aracaju possui apenas 11% de sua área original preservada e é a quinta capital com menor percentual de preservação desse bioma no país. A conclusão está no atlas lançado nesta quarta-feira (11) pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que mapeou a situação em mais de 3.400 municípios brasileiros.
De acordo com o estudo, o município de Santa Luzia do Itanhy é o que mantém maior área proporcional de preservação da Mata Atlântica, com 27,9% de vegetação natural, em comparação com a área original. A vegetação natural inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas.
Os pesquisadores também fizeram um levantamento do desmatamento nos últimos 14 anos. Em Sergipe, Gracho Cardoso apresentou o maior número de desflorestamento.
Atualmente, a Mata Atlântica é a floresta mais ameaçada do Brasil. O bioma abrangia originalmente 1.309.736 km² do território brasileiro, mas está com apenas 12,5% dessa área preservada. Ela está presente na costa atlântica do país e em áreas da Argentina e do Paraguai. Seus limites originais contemplavam 17 estados em que hoje vivem cerca de 70% da população brasileira.
O ranking de desmatamento é encabeçado pela cidade piauiense de Eliseu Martins, que teve supressão vegetal de 4.287 hectares (ha) no período entre 2013 e 2014. Por outro lado, outras duas cidades desse Estado, Tamboril do Piauí e Guaribas, lideram a lista das cidades mais conservadas, com 96% da vegetação natural. No recorte do período 2000‐2014, a cidade campeã de desmatamento no Brasil é Jequitinhonha (MG), com 8.708 hectares desmatados.
Esta é a primeira vez que os dados atualizados e o histórico das cidades abrangidas pela Mata Atlântica poderão ser acessadas em um site, o Aqui Tem Mata (www.aquitemmata.org.br), cujo lançamento está previsto para esta semana. Nele, os internautas poderão localizar áreas remanescentes do bioma, com gráficos e mapas interativos. O seu objetivo é incentivar conselhos municipais de meio ambiente a desenvolver projetos para conservação do bioma.
Foto: Silvio Oliveira/Arquivo F5 News

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