Após rebelião em presídio, Sejuc abrirá processo administrativo
Nomes de detentos transferidos não serão divulgados Cotidiano 19/05/2014 08h53Por Fernanda Araujo
Após os momentos de tensão no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), conhecido como presídio do Santa Maria, desde o início da tarde de sábado (17), a rebelião se encerrou sem registros graves, segundo informação oficial da Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa ao Consumidor (Sejuc).
Segundo o assessor de comunicação da Sejuc, Marinho Tiba, será instalado um processo administrativo que vai transcorrer como em qualquer rebelião no país com as normas internas de cada unidade prisional.
Questionado sobre a possibilidade de a Sejuc não renovar contrato com a Reviver, empresa que administra a cadeia, o assessor afirmou que a secretaria possui um contrato emergencial com a empresa até o ano de 2015, após o término do contrato será feito um concurso público para preenchimento das vagas de agentes penitenciários. “A priori a Reviver fica até 2015”.
A rebelião de 106 internos da Ala D teve início na tarde do último sábado (17), durante o horário de visita de familiares, e durou 24 horas de negociação. Os presidiários renderam quatro agentes prisionais e impediram a saída de 132 pessoas, entre crianças, idosos e mulheres, que estavam no presídio para visitação.
Os detentos se queixaram que há muito rigor na unidade, inclusive nas revistas dos familiares. Além disso, reivindicaram a transferência de 16 internos para outras unidades prisionais devido a problemas de relacionamento dentro do presídio. Segundo o assessor, as negociações foram acompanhadas pelos representantes das Secretarias de Estado da Justiça e Cidadania, Segurança Pública e Direitos Humanos e por representantes da Justiça Sergipana, principalmente com a atuação dos grupos de operações especiais, Gepen e o Gope, e o reforço dos dirigentes do Desipe, da Reviver, Corpo de Bombeiros, Samu e pela Polícia Militar.
“Os 16 detentos foram transferidos a priori para o (Copemcan) - Complexo Penitenciário dr. Manoel Carvalho Neto, em São Cristóvão -, no entanto, por ser um processo administrativo, por enquanto, o local exato não será divulgado por questão de segurança pública”, disse Marinho Tiba. Além disso, os nomes dos transferidos não serão divulgados também por questão de segurança, sendo uma determinação da cúpula da Segurança Pública do Estado.
Em nota oficial, a Sejuc informou ainda que não houve registros de mortos e feridos graves, havendo apenas um agente penitenciário que saiu com escoriações leves na perna sendo assistido de forma imediata e passa bem. O secretário de Estado da Justiça, Walter Pereira Lima, ainda informou à imprensa que acatou a transferência dos detentos para não causar mais tumultos. Os envolvidos na rebelião, segundo ele, são os mesmos que também causaram confusão no presídio em Tobias Barreto. Sobre a alegação também de superlotação no presídio, por parte dos acusados, o secretário declarou que a construção e reforma de três unidades prisionais nos municípios de Estância, Nossa Senhora da Glória e anexo de Areia Branca vão desafogar o Compajaf abrindo mais 700 vagas.
Atualizado para acréscimo de informações
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