Aracaju 158 anos: Da Colina do Santo Antônio ao Mosqueiro
É sua gente que faz projetar a cidade para um futuro bem mais promissor
Cotidiano 16/03/2013 05h00

Por Sílvio Oliveira

Será o sorvete da mangaba, a quebra do caranguejo nos bares da praia de Atalaia ou um passeio pelo moderno Museu da Gente Sergipana que melhor representa Aracaju? Ou será a Colina de Santo Antônio? O Bairro Industrial? Um passeio pelas praças da Catedral Metropolitana e Fausto Cardoso são representativos? Há algo mais aracajuano do que uma caminhada na 13 de Julho, observando seu traçado arquitetônico? Eis alguns dos memoráveis pontos, gostos e passeios para quem quer descobrir o real sentido de ser aracajuano.

Indispensável também é um passeio pelo cotidiano dos mercados centrais Albano Franco, Antônio Franco e Thales Ferraz. É lá onde a Aracaju se encontra em presente e passado. Tempos de outrora nas fotos do lambe-lambe (foto ao lado), no corte de cabelo no barbeiro (foto principal), na arquitetura, na carne de sol dos restaurantes e no sergipanês dos vendedores. Fato presente nas cores das verduras, no cheio forte das frutas e das garrafas de pimenta e tempero, além das históricas conversas de Xaxado, Seu Careca ou nos cordéis de Seu Firmino.

É lá onde se pode encontrar não só a miscelânea cultural de Aracaju, mas de todo o Estado através dos queijos de Nossa Senhora da Glória, da carne de sol do Cedro de São João, dos doces de batata e balas de banana de Propriá, do pescado de Pirambu, do mel de abelha de Canindé. Imagine a sergipanidade sem a renda irlandesa de Divina Pastora?

É nos mercados centrais onde o passado se mostra tão presente na tradição das ervas medicinais, nos produtos místicos, na venda da farinha de tapioca ou nos famosos sarolhos, pé de moleques, beijus e mal-casados.

Gente que projeta Aracaju para o futuro

Estar em Aracaju é ter o privilégio de se encontrar à beira-rio e mar. O jeito de viver desconfiado e hospitaleiro do aracajuano é item propagado nos folderes de turismo. Hospitalidade construída não só pelos nativos, mas por muitos sergipanos que escolheram Aracaju como domicílio. A causa é variada: melhor condição de estudo, vida profissional, cotidiano mais tranquilo para se constituir família, trabalho...

Desde os 14 anos em Aracaju, o promotor lagartense Djaniro Jonas Filho (foto ao lado) conta que veio para a capital estudar na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe, hoje Instituto de Federal de Educação. Na capital sergipana se firmou nos estudos e seguiu carreira jurídica. “Entre os anos de 1980 a 2013, morei em cerca de 15 endereços em diversos bairros em Aracaju, entre pensionatos, repúblicas, até ter uma residência fixa. A cidade me acolheu de braços abertos e muitas das oportunidades que tive, foi Aracaju que proporcionou”, conta.

Ele disse que através dos esforços e dedicação ao trabalho tenta retribuir à Aracaju o acolhimento, as oportunidades e alegrias que tem na Terra dos Cajueiros e Papagaios. “Estar em Aracaju é estar em casa, é desfrutar de uma cidade agradável, encantadora, progressista, e, acima de tudo, humana”, avaliou.

A simãodiense Margarete Abreu Mendes (foto ao lado), gerente da Caixa Econômica Federal, revela que chegou a Aracaju em busca de crescimento profissional e melhores condições de ensino. Aracajuana de coração, afirma que no seu dia a dia, tenta também realizar sonhos quando alguém a procura na agência bancária.

Ela afirma que além de ser uma cidade onde lhe proporcionou crescimento profissional, Aracaju foi a escolhida para criar os filhos. “O aracajuano é acolhedor, amável, a cidade e limpa e organizada, aqui crio meus filhos e vivo perto do mar”, afirma.

Natural de Boquim, o coronel Jackson Nascimento (foto abaixo) disse nunca ter tido problema por ser do interior. Pelo contrário, desde dois anos de idade que mora na capital e sempre foi bem acolhido. O comandante da Polícia Militar da capital explicou que, nos últimos 20 anos, Aracaju deixou de ser uma cidade acanhada para ser uma cidade em crescente evolução. Mas que o carro-chefe propaganda continua ser a qualidade de vida e a boa segurança. “O turista que aqui chega pode sentar numa praça, se sentir solto, à vontade. Me sinto muito gratificado e até emocionado, porque a população percebe e reconhece o trabalho realizado”, ressalta.

É por essas e outras tantas histórias, que a cidade se revela em sua gente. Os mercados centrais, os passeios nas orlas da praia de Atalaia, o bairro Industrial, a praia 13 de

Julho, o centro da cidade, o Museu da Gente Sergipana, Aracaju dos sabores, cores e cheiros, gente é quem faz a cidade se movimentar. Afinal, o que seria desses pontos tão representativos de Aracaju se não fossem os diversos Djaniros, Margaretes, Marias, Gonçalos, Silvas e Santos? A cidade se revela de braços abertos. Mas é sua gente que faz projetar a capital para um futuro bem mais promissor.

Fotos: Sílvio Oliveira, Arquivo F5 News

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