Aracaju está entre as capitais com mais obesos, revela pesquisa
Cotidiano 16/01/2018 15h50Por F5 News
O número de pessoas com excesso de peso e obesidade entre os beneficiários de planos de saúde continua crescente no Brasil. É o que aponta um amplo estudo realizado pelo Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Entre as capitais, Aracaju ficou em quarto lugar figurando entre as capitais com mais obesos do país, com 20%. O levantamento apontou ainda que 58% dos entrevistados na capital sergipana estão com quadro de sobrepeso e 18% admitiram não praticar atividades físicas regularmente.
O Índice de Massa Corpórea é um dos parâmetros utilizados pela Organização Mundial da Saúde para identificar se uma pessoa está em um peso correspondente a sua altura. O valor é calculado dividindo o peso da pessoa pela sua altura ao quadrado [multiplicada por ela mesma]. Quando atinge ao menos 30 pontos de IMC, uma pessoa é considerada obesa.
Para Maria Edna de Melo, presidente do departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, falta uma política de prevenção. Ela explicou que a obesidade é uma doença crônica e progressiva, cujos fatores desencadeantes são múltiplos e variam de um indivíduo para outro.
“Temos uma perspectiva de modificação na rotulagem dos alimentos, para que eles tenham advertência frontal, e isso se arrasta desde 2014 na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, diz a médica acrescentando que “quando os indivíduos veem um sinal de advertência, eles pensam duas vezes antes de consumir o produto. É fundamental a população receber uma orientação efetiva”.
Apesar dessa alta, a pesquisa constatou a melhora de alguns indicadores. O número de adultos que consomem refrigerantes ao menos cinco vezes por semana caiu de 26,2% para 14,7%.
O percentual de pessoas que trocam refeições por lanches começou a ser medido em 2013 e também caiu, de 19% para 15,6%. Por sua vez, o hábito de comer hortaliças e frutas com regularidade cresceu de 27% em 2008 para 30,5% em 2016.

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