Aracaju registra 100 novos casos de hanseníase por ano
Campanha Janeiro Roxo alerta população sobre hanseníase Cotidiano 05/01/2018 07h10
O desconhecimento separa as pessoas entre elas e também dos serviços públicos. Embora a cura para a hanseníase tenha sido descoberta ainda na década de 50, a doença milenar ainda é vista como tabu pela sociedade. Por esse motivo, a campanha “Janeiro Roxo” busca conscientizar toda população para a necessidade do tratamento dela. A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), disponibiliza todo o aparato necessário para o tratamento eficaz para essa patologia.
O Brasil instituiu como meta 2021 para a erradicação para doença causada pelo bacilo Mycobacterum leprae, conhecido como bacilo de Hansen, no entanto tem esbarrado no medo causado pela desinformação e pelo preconceito. “Existia um estigma muito grande com a doença, por conta da sua história. Ela era conhecida como lepra e os doentes foram isolados. Por conta desse histórico, as pessoas tendem a fugir do diagnóstico da patologia e não possuem o conhecimento de que podem se curar se fizerem o tratamento correto”, explica Thayane Lima, assessora técnica do Programa de Hanseníase.
Em Aracaju, são registrados anualmente 100 novos casos de pessoas infectadas pelo bacilo. O quanto antes se procura pelo diagnóstico, mais fácil fica o tratamento, evitando que os nervos sejam incapacitados. Desta maneira, caso apresente manchas pelo corpo e perceba falta de sensibilidade na região, é importante procurar os cuidados médicos. “Todas as 43 unidades de saúde do município disponibilizam diagnóstico e tratamento para a doença. Determinar a doença é um procedimento simples, não é necessária alta tecnologia. Ao mesmo tempo é preciso bastante atenção dos profissionais, através de uma avaliação criteriosa”, ressalta Tânia Santos, coordenadora do setor de Vigilância Epidemiológica.
O índice de cura fica por volta de 91%, número expressivo, mas que podia ser melhor, caso alguns pacientes não abandonassem o tratamento. Ele pode durar entre seis meses e um ano, dependendo do número de bacilos no organismo, e é feito via medicamentos. “Uma vez confirmado o diagnóstico, a pessoa pode começar o tratamento em qualquer unidade de saúde. Ela receberá uma cartela com 28 compridos e terá acompanhamento mensal, precisando visitar à unidade para obter a outra cartela. É de extrema importância que não se interrompa o tratamento antes do tempo estipulado, pois a doença pode retornar”, afirma Thayane.
Algumas pessoas podem apresentar reações adversas por conta do medicamento, como manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Nesses casos, deve-se procurar o Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar). No local, um profissional testará qual composto desencadeou a reação alérgica e substituí-lo, criando um tratamento individual.
No caminho para a erradicação dessa enfermidade, a intersetorialidade é importante. Por isso, desde 2013, a SMS e a Secretaria Municipal da Educação (Semed) realizam uma campanha nas escolas conscientizando pais e alunos sobre a hanseníase e sobre verminoses. Por ser transmitida de forma aerossol (pequenas partículas pela fala, tosse ou respiração), é comum que mais de uma pessoa na família esteja infectada pela doença, por isso a campanha utiliza formulários para descobrir possíveis focos para tratá-los.
É através do esforço para conscientização da população sobre a existência e tratamento eficaz da hanseníase que o Brasil poderá sair da segunda colocação global em número de infectados para um país livre da doença.
Fonte: Agência Aracaju

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