Aracaju tem baixo risco de surto de dengue, zika e chikungunya
Cotidiano 16/01/2018 16h12Nesta terça-feira (16), o prefeito Edvaldo Nogueira apresentou o resultado do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), que alcançou a melhor marca da década. Com 0,8 de Índice de Infestação Predial, a capital sergipana se coloca entre as cidades com baixa probabilidade de surto ou epidemia de doenças transmitidas pelo mosquito.
Quando comparado o número de casos notificados de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegytpi em 2016 com os de 2017, fica clara a melhora na situação da saúde pública aracajuana. Os casos de dengue, por exemplo, apresentaram queda de 78,84%. A redução foi ainda mais expressiva para chikungunya e zika, 86,23% e 87,65%, respectivamente.
Durante 132 dias do ano passado, os fumacês estiveram presentes nas ruas da cidade, por exemplo. Além disso, a coleta de resíduos sólidos foi regularizada e 52.297 pneus foram recolhidos, evitando um grande acúmulo de água parada, local ideal para a reprodução do mosquito.
Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti consiste num mapeamento da infestação do mosquito. O LIRAa é dado pelo percentual do número de imóveis com focos, entre os escolhidos de uma região em avaliação. O intuito é colher informações e traçar objetivos baseados nesse conhecimento. É possível, desta maneira, destacar quais são os principais criadouros dos mosquitos e em quais locais eles estão presentes.
Aracaju não apresenta nenhum bairro em risco de surto. Dos 42 bairros da capital, 27 (65%) foram classificados em baixo risco e 15 (35%) em médio risco. O acúmulo de água parada em caixas d’água, tonéis, vasos de plantas e outros reservatórios ainda compreendem a imensa maioria dos criadouros de mosquitos, compreendendo 95,3% dos casos. Por isso a conscientização da população possui um papel de suma importância para a manutenção da boa marca.
O período do verão e os eventos que ele traz consigo também estão sendo observados de perto pelo poder público para evitar maiores empecilhos. “Nós intensificaremos o trabalho ao redor dos hotéis e nos bairros que recebem grande fluxo de pessoas no Carnaval. A Secretaria Municipal da Saúde está fazendo o seu papel, mas é preciso que as pessoas entendam que nós só avançamos quando atuamos em conjunto”, afirma a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza.
*Com Agência Aracaju

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