Aracaju teve a segunda maior alta no preço da cesta básica
Valor aumentou 7,79%, mas prossegue como o mais barato do país Cotidiano 06/02/2015 18h45Da Redação
O preço da cesta básica em Aracaju teve elevação de 7,79% durante o mês de janeiro. A capital sergipana registrou a segunda maior alta entre as 18 capitais onde o o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. A única cidade que teve um aumento maior do que Aracaju foi Salvador (11,71%). O Dieese também constatou elevação em Goiânia (7,48%) e Brasília (7,26%). Manaus foi a única cidade onde foi observada retração (-0,89%).
Nos últimos 12 meses - entre fevereiro de 2014 e janeiro passado - também houve aumento acumulado do preço da cesta em 17 capitais, com destaque para Aracaju (23,65%), Goiânia (18,22%) e Brasília (16,28%). Manaus também foi a exceção no período, com queda nos preços (-1,66%).
O maior custo da cesta, em janeiro, foi apurado em São Paulo (R$ 371,22), seguido de Porto Alegre (R$ 361,11) e Florianópolis (R$ 360,64). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 264,84), Natal (R$ 277,56) e João Pessoa (R$ 278,73).
Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em janeiro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.118,62, 3,96 vezes maior do que o mínimo de R$ 788, que entrou em vigor em 1º de janeiro, conforme definição do Governo Federal.
Em dezembro de 2014, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.975,55, ou 4,11 vezes o piso então vigente, de R$ 724. Em janeiro de 2014, o valor necessário para atender as despesas de uma família chegava a R$ 2.748,22, 3,80 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724).
Cesta x salário mínimo
Com o aumento nominal no valor do salário mínimo de 8,84% a partir de janeiro, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo piso nacional precisou realizar, na média das 18 capitais pesquisadas, jornada de 90 horas e 01 minuto, tempo inferior às 93 horas e 39 minutos exigidas em dezembro de 2014. Em janeiro de 2014, a jornada exigida foi de 88 horas e 48 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro deste ano, 44,47% de seus vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em dezembro de 2014, demandavam 46,27%. Em janeiro de 2014, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 43,88%.
*Com informações do Dieese

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