Arritmia Cardíaca é tema de palestra no Hospital Cirurgia
No Brasil, estima-se que doença mata 300 mil pessoas por ano
Cotidiano 12/11/2012 14h00

Por Fernanda Araujo

Um evento voltado para atletas reuniu, nesta segunda-feira (12), jogadores do time de futebol sergipano Confiança, técnicos, preparadores físicos e enfermeiros para o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e morte súbita.

A campanha nacional realizada hoje no Hospital Cirurgia tem o objetivo de alertar toda a população sobre os riscos do mal conhecido como Arritmia Cardíaca, doença que em alguns casos chega silenciosa e pode levar, em primeiro momento, à morte súbita. É o quinto ano consecutivo da campanha organizada pelo hospital.

“Muitas pessoas têm arritmia cardíaca, não sabem que têm, não tratam e nem fazem acompanhamento”, diz o especialista Marcelo Russo (foto abaixo).

Para o técnico do time, Paulo Silva, a campanha voltada para atletas, que muitas vezes não atentam para uma atividade física adequada, é um modo de levar conhecimento.  “Acontece de o jovem achar que essa doença só acontece com idosos e não se cuida. Nada melhor do que conscientizar para manter uma vida de qualidade e se prevenir dos problemas futuros”, diz.

Correr, fazer caminhada, malhar são consideradas atividades físicas excelentes para a saúde, mas o médico adverte que, se não forem realizadas adequadamente, podem desenvolver a doença. “A pessoa deve ter sempre atenção ao fazer atividade física, nunca começar a fazer atividade física sem orientação prévia de um médico, de um clínico e em alguns casos de um cardiologista. Em alguns casos mais específicos de uma arritmologista (médico cardiologista que estuda casos mais complexos de arritmia)”, alerta Marcelo Russo.

Segundo o especialista, no Brasil, a Arritmia Cardíaca é maior causa de mortes do que o câncer e a Aids. Estima-se que morram por ano em torno de 300 mil pessoas vítimas da doença, um montante que pode ser ainda maior, se os casos forem certificados corretamente nos atestados de óbito.

De acordo com Marcelo Russo, a prevenção é a melhor forma de diminuir esses casos. “Procurar um cardiologista, realizar eletrocardiograma, teste ergométrico (avalia como o coração está se comportando ao fazer esforço), avaliação nos níveis de pressão, de glicemia e colesterol, são os cuidados básicos que toda a população deve ter”.

Casos e sintomas

A maioria dos casos dessa doença, segundo o médico, acontece frequentemente em pessoas que têm doenças prévias no coração, quem já teve infarto, portadores de doença de Chagas, por histórico familiar e genético. Os sintomas são palpitações, desmaio, tonturas e mal estar, entre outros. Mas Marcelo Russo alerta que as pessoas com histórico familiar de arritmia cardíaca e de morte súbita devem ter maior atenção, justamente porque a doença apresenta-se muitas vezes sem sintomas.

 

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