Assaltos: estudantes pedem segurança em escola do conjunto Bugio
Seed tenta parceria com PM para aumentar ronda e inibir violência
Cotidiano 16/04/2013 15h05

Por Fernanda Araujo

Uma onda de insegurança tem invadido as escolas públicas de Aracaju (SE). Alunos e professores são ameaçados com os constantes assaltos e violência gerada fora ou mesmo dentro da escola.

No dia 1º de abril, um professor foi baleado dentro da sala de aula da Escola Estadual José Augusto Ferraz, no Bairro Industrial. Já esta semana, mais duas escolas foram alvos. No dia de ontem, alunos do Colégio Estadual Dom Luciano foram assaltados. Um homem armado invadiu o colégio e roubou vários aparelhos celulares. A polícia foi acionada, mas não conseguiu chegar a tempo de deter o assaltante.

Mais uma escola alvo de bandidos foi a Escola Municipal Dom Avelar Brandão de Melo, no bairro São Carlos. Quando professores e funcionários chegaram ao local de trabalho, na manhã desta terça-feira (16), se depararam com a escola totalmente revirada e com vários equipamentos furtados.

Outros alunos amedrontados com a violência foram os da Escola Francisco Rosa, no Bugio. Bandidos invadiram a instituição durante o fim de semana, levaram fiações, ventiladores e quebraram carteiras. Em ato de protesto, alunos e professores pararam as atividades ontem, e, na manhã de hoje, realizaram manifestação (foto) percorrendo as ruas do conjunto, juntamente com pais de alunos e representantes do Sintese, CUT e da União Sergipana dos Estudantes Secundários (USES). De acordo com professores da escola esta não é a primeira vez.

“São entre 2 mil a 2.500 estudantes na escola. Essa manifestação é para chamar a atenção da população sobre o descaso na escola com relação a segurança. Mais de 60 ventiladores foram roubados ontem, os alunos estão a mercê de marginais, não tem vigilante, qualquer um que entrar na escola está sujeito a isso. Estamos cobrando da Seed, do poder público, soluções imediatas. Não adianta ter estudantes e professores esforçados, se não tem o suporte básico que é a segurança para manter a escola”, alerta o vice presidente do USES, Jorielton Oliveira.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos de Sergipe (Sintrase), Waldir Rodrigues, a falha está na falta de vigilantes para coibir a violência de todas as escolas. Segundo ele, a Secretaria de Educação não tem servidor suficiente, são 1.600 funcionários da área de vigilantes, acredita-se que bem menos, para cobrir 368 escolas funcionando, o prédio da secretaria e mais 22 departamentos.

“Ou seja, são mais de 400 prédios da secretaria para serem cobertos 24 horas por dia com apenas 1.600 vigilantes. E mais, uma secretaria que não consegue pagar nem hora extra para o vigilante. Tanto vigilante, funcionários, quanto os alunos estão sobre a mira o tempo todo dos assaltantes. Infelizmente virou rotina. A violência está chegando ao ponto mais alto com faca, revólver, pistola. Ou o governo toma uma atitude, ou vai acontecer algo que toda a sociedade vai ficar estarrecida. E aí o que poderia ser resolvido antes, a sociedade vai chorar depois. A solução quem tem que encontrar é quem recebe dinheiro para isso, Belivaldo Chagas e o governador Marcelo Déda”.

Seed

Questionada sobre quais as medidas que estão sendo tomadas para tentar amenizar essa situação, a assessora de comunicação da Secretaria de Estado da Educação explica que rondas escolares estão sendo colocadas nas instituições em que ocorreram os incidentes - e procurando parceria com a PM, no intuito de aumentar a ronda nas escolas.

“Estamos buscando uma parceria com a Polícia Militar para aumentar o número de rondas nessas escolas, nesses bairros mais perigosos. Reconhecemos que há essa deficiência na demanda de vigilantes, mas o governo já está analisando a possibilidade de contratação ou através de concurso, terceirização ou processo seletivo simplificado”, explica Ofélia Freire.

Foto: Jorielton Oliveira/USES

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