Associação Resgate comemora 12 anos com muita alegria e gratidão
Cotidiano 06/12/2014 18h40Música, alegria e gratidão embalaram as celebrações pelos 12 anos de atuação da Associação Resgate de Sergipe, durante a tarde deste sábado (6), em Aracaju. A ONG trabalha com a redução de danos, prevenção e combate a dependência química, prestando assistência as vítimas e familiares. No encontro desta tarde, mães de pessoas que já foram assistidas pelo projeto puderam contar as suas histórias de superação e como apreenderam a lidar com o problema, que segundo um levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atinge cerca de 8 milhões dos brasileiros.
Dois dos três filhos da dona de casa Nilda Silva se envolveram com as drogas, um dia ela ouviu falar do Resgate e mesmo contra a sua vontade procurou ajuda. “Eu não suportava mais porque um dos meus filhos tentava se matar todos os dias e o outro, vendeu tudo que tínhamos ao ponto de nós termos que dormir no chão. Uma cunhada me falou do projeto e eu tive dificuldades para ir porque achava que os problemáticos eram eles, mas lá eu encontrei um apoio e descobri que também precisava aprender a lidar com a situação. Eles me deram muita força e coragem, e Graças a Deus, hoje meus filhos estão recuperados”, relatou.
Quem também teve a realidade transformada através das ações do Resgate foi a dona Maria das Graças. Emocionada, ela contou como o projeto a ajudou. “Sempre chegava lá aflita, sem saber o que fazer com os meus filhos. É uma fase difícil, mas o Resgate é uma coisa maravilhosa, onde a gente volta a ter esperança”, declarou.Durante o evento, alguns dos beneficiados pelo Resgate puderam mostrar os seus talentos. O cantor Ricardo Santos foi um deles. Com o violão na mão, ele cantou um reggae e falou da sua transformação. “Eu vivia na praça da Catedral em Aracaju consumindo drogas, mas aos 24 anos encontrei a Arese e comecei a trabalhar. O que faltava era alguém que acreditasse em mim, e no projeto, a psicóloga olhou para mim e disse que era possível mudar”, recordou.
A Arese apoia um projeto de alfabetização de crianças na cidade de Laranjeiras. Durante as aulas elas também passam a ter contato com a arte. As meninas que aprendem flauta doce apresentaram duas músicas, Asa Branca e Aleluia. Já os meninos mostraram uma coreografia de hip hop premiada durante a edição deste ano do Encontro Cultural de Laranjeiras.
O presidente da Arese, Rogério Crispim, falou da importância do projeto que nasceu através de um sonho. “Esse sonho não é pessoal, mas de várias pessoas que querem ver seus familiares livres deste problema. O Resgate sobrevive da somação de esforços de pessoas que aprenderam a fazer muito com tão pouco, por isso, estes 12 anos já valeram a pena, mas esperamos mais anos de caminhada e contamos com a ajuda de todos”, pontuou.Futuro
O psicanalista Jorge Santos, vice-presidente da instituição, destacou os desafios e projetos para o futuro. “Queremos sensibilizar ainda mais lideranças e toda a população do estado para que possamos multiplicar ações que combatam esse problema que tem destruído milhares de famílias. O objetivo é trabalhar unidos, em rede, para alcançarmos o maior número de pessoas”, reforçou.
Fonte: Assessoria de Comunicação

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
